quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PIOR NÃO FICA

Apesar de toda confusão pela qual passou - e passa - a maioria da população, com impeachment da presidente Dilma, assunção do vice Temer  (ainda que do PMDB), muitas prisões de gente importante, envolvida em esquemas de corrupção, tudo isto tendo como consequências gravíssimas a queda na economia, com a volta da inflação e o aumento na taxa de desemprego, gerando uma baixa auto-estima poucas vezes vista no País (o ano de 2016, seguramente, será considerado no futuro como um dos piores para nossa economia), 2017 promete ser, segundo especialistas ligados ao governo, 'um pouco menos pior'. Em meio a este cenário desalentador, logo de cara existem, para eles, três notícias favoráveis. A primeira se refere à inflação, que, frente à intensa contração do gasto agregado e à descompressão dos custos, começa a mostrar intenso recuo, que deverá prosseguir ao longo do ano que vem. Outro aspecto favorável vem da balança comercial (diferença entre exportações e importações), que tem apresentado importantes saldos positivos, assegurando nossa solvência externa, embora grande parte do resultado decorra do efeito negativo da recessão sobre as importações. A terceira boa nova diz respeito às contas públicas. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55 foi aprovada, finalmente, tanto pela Câmara como pelo Senado, abrindo caminho para o reequilíbrio fiscalUma menor taxa de inflação e a perspectiva de contenção das despesas governamentais permitirão que o Banco Central comece a reduzir de forma mais “agressiva” a taxa de juros básica a partir de 2017, o que diminuirá o custo do crédito, possibilitando que famílias e, principalmente, empresas possam renegociar suas dívidas, etapa imprescindível para a futura recuperação do consumo e do investimento produtivo. Apesar das incertezas políticas (estas ainda tiram o sono de muitos que estão presos ou em vias de), o efetivo início do ajuste fiscal, marcando a volta de um modelo de política econômica mais consistente, será fundamental para a recuperação da confiança do setor privado, principalmente dos empresários, o que poderá, paulatinamente, iniciar a recuperação da produção, que conta com grande capacidade ociosa, gerando criação de novos empregos. Em síntese, a política econômica parece estar seguindo no caminho certo, devolvendo a economia brasileira ao “prumo”. Esta tarefa, porém, além de impor sacrifícios e escolhas para toda a sociedade, deverá ser lenta em entregar resultados. Sem outro “motor” alternativo, o cenário mais provável é de moderado crescimento da atividade para 2017. Mas e os especialistas que pensam diferente (os gritos da oposição petista e/ou puxadinhos não vale)? Alguns da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, dizem que as expectativas de recuperação da economia têm melhorado, mas ainda não será em 2017 que o País sairá da crise. Longe disso. A previsão é que haverá contração de 3,4% e que o próximo ano começará com queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e como o movimento de 'desinflação' tem ocorrido em ritmo lento, não deveremos ter a queda na taxa de juros esperada pelo mercado. O calcanhar de Aquiles continuará sendo a política fiscal  e a trajetória da dívida pública. Sílvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro Ibre, estudo mensal que contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira, avalia que 'neste momento de transição, a gente não sabe quanto de desinflação virá, pois o Banco Central está sendo extremamente cauteloso para não errar na calibragem. Logo, a economia não vai poder se recuperar com a mesma velocidade". E nós, os simples mortais a quem cabe cumprir as regras, votar obrigatoriamente, pagar impostos e continuar acreditando que 'a coisa vai melhorar'? O que pensamos? Que nada vai melhorar enquanto a Justiça não colocar atrás das grades o responsável pelo maior projeto criminoso de poder e vários outros que estão soltinhos da silva, colocar em prática as Medidas (pra valer e ipsis litteris Contra Corrupção, o Congresso Nacional não acabar com a farra com o dinheiro público (gastos superiores a R$1,7 milhão em alimentos para o avião do presidente não dá, né!) - serve para assembleias e câmaras que, por sua vez, devem economizar e fiscalizar prefeitos e governadores - e não se permita punir, ainda mais, os trabalhadores que sempre bancaram tudo. Com crise, sem crise, no amor e na dor. Em não acontecendo tudo isto, continuaremos só acreditando cumprindo regras, votando e 'contribuindo' com a maior carga tributária do planeta. E aceitando a roubalheira e a farra institucionais.




domingo, 25 de dezembro de 2016

PRA COMEÇAR A SEMANA

Seja lá como for, esteja onde estiver, tenha fé porque até no lixão nasce flor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

E SE TEMER SAIR?

Querem cassar a chapa Dilma-Temer (o que eu e as torcidas do Flamengo e da Chapecoense achamos pouco provável), por causa de gastos ilegais na campanha presidencial de 2014. O Ministério Público Eleitoral encontrou fortes traços de fraude e desvio de dinheiro em gráficas contratadas para a campanha dos dois O TSE, presidido pelo juiz tripolar, Gilmar Mendes, apura se ocorreu abuso de poder na chapa da Coligação "Com a Força do Povo" em um processo que pode levar à cassação do peemedebista, presidente Michel Temer - a petista já foi -  e à realização de eleições indiretas em 2017. As informações foram investigadas pela Polícia Federal, e o MPE analisa o relatório sobre o caso desde o dia 30 de novembro. Mas, se isto ocorresse, ou seja, se houvesse a saída do presidente, a vacância do cargo (renúncia, impeachment, cassação ou coisa que o valha) como ficaria o País? A principal dúvida é sobre a modalidade da eleição: seria direta, ou indireta? Quem poderia ser candidato? Quais seriam as circunstâncias do novo pleito? Vejamos:
1. Sem vice. Como Michel Temer não tem um vice-presidente — na realidade, ele era o vice e assumiu após o impeachment de Dilma Rousseff — uma nova eleição deve ser realizada caso ele renuncie ao cargo ou seja cassado;
2. Eleições diretas vs indiretas. Se Michel Temer for cassado ou renunciar até o dia 31 de dezembro deste ano, o tipo de eleição será direta, ou seja, os brasileiros voltariam (a propósito, você se lembra em quem votou nas eleições municipais , dias atrás?) às urnas para escolher um novo chefe para o Poder Executivo. Depois dessa data, se Temer deixar o governo, quem vai escolher o novo presidente do Brasil é o Congresso Nacional, por meio de uma eleição indireta — parecida como a que escolhia os presidentes durante a ditadura militar. Mais uma patifaria, uma afronta ao direito de o eleitor escolher seu destino (com ou sem arrependimento), mesmo garantida pela quase ultrapassada Constituição federal em aspectos assim;
3. Interino. Quem assume a Presidência da República, interinamente, é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ou quem estiver na cadeira. A Justiça Eleitoral organizaria uma nova eleição a ser realizada em até 90 dias, contados do dia em que o cargo de presidente ficou vago.
4. Eleição normal. No caso da saída de Temer, a nova eleição acontece praticamente nos moldes de uma disputa eleitoral normal. Os partidos fazem suas convenções, apresentam as candidaturas, fazem campanha eleitoral e participam de debates na rádio, na TV e em outros veículos. A única diferença é que o prazo do período eleitoral e do registro de candidaturas deverá ser menor. Tudo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
5. Tempo de mandato. O vencedor teria um “mandato tampão” que acabaria em 1º de janeiro de 2019, com a posse do novo presidente eleito nas eleições majoritárias marcadas para outubro de 2018. Lá iríamos nós, de novo, escolher pessoas para exercerem mandatos que não sabemos se chegam ao final;
Mesmo podendo se esperar qualquer coisa vinda do TSE e da cabeça de um juiz - igual a bunda de neném, que a gente nunca sabe o que vem -, considero a discussão oportuna pois o 'tamo junto' deve levar em consideração todas as responsabilidades, todos os ônus e os bônus, e se ficar comprovado envolvimento, mesmo coparticipação de Temer, que a Justiça encontre alternativas, legais e democráticas,  para colocar no mais alto cargo da República alguém capaz de não permitir que o País afunde ainda mais. Tarefa tão árdua quanto dizer se Temer fica ou se sai.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PEC DA MORTE

A PEC 287, aquela que atropela direitos adquiridos pelo trabalhador e, dizem os especialistas de Estudos da Seguridade Social e Tributário, 'vem repleta de inconstitucionalidades', tem feito a festa para alguns engraçadinhos nas redes sociais. Apesar de não ter nada de divertida, pois, se aprovada, além do forte impacto que, certamente, vai provocar em quase toda classe trabalhadora (além da morte e doenças para a maioria), a chamada Reforma da Previdência virou  um bom motivo para piadas, charges e memes. Espirituosos (o que não significa despreocupados), os internautas se referem a ela como o programa "Minha Cova, Minha Vida" e com frase do tipo "Gente, to fazendo as contas aqui, e não vai dar pra me aposentar nessa vida!", fora o meme da mãe que pergunta pra onde seu bebê está indo e ele, de fraldas e pastinha na mão, responde: "Trabalhar! Se eu começar agora, talvez consiga me aposentar". Brincadeiras à parte, acredito que esta aberração do governo Temer tá fazendo graça, jogando pra cima e ver se consegue aprovar algo que represente uma contribuição maior, uma esticadinha em seu número ou o apoio da população à criação de um novo imposto. Lembrando o período da ditadura que, por exemplo, anunciava aumentos de 80% para a gasolina e, no dia seguinte, refazendo os cálculos dizia que seria de 'apenas' 40%. E todos respiravam aliviados.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SALVAÇÃO DO MAC

Ir ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, é sempre um daqueles momentos prazerosos e únicos quando trata-se de contemplar um patrimônio nacional, considerado uma das maravilhas arquitetônicas do mundo e se deliciar com as permanentes exposições de arte contemporânea expostas ali. Fora shows de música popular e outros que completam aquele espaço. Mas ele peca quando o assunto é relacionado à limpeza externa, ao entorno do museu. Não que esteja abandonado e sujo - muito pelo contrário, só que se você quiser fazer a sua parte, colocando algo descartável numa cestinha de lixo, por exemplo, terá muita dificuldade pois os responsáveis pelo espaço parecem não ter pensado nesta possibilidade. Fica um alerta, pois o MAC é, com certeza, uma grande atração turística, um monumento, um cartão postal de Niterói e o 'pecadinho' cometido pela prefeitura é fácil e possível de remissão.

SEM MORAL

Que Lula é criminoso, o mundo todo já sabe. Que ele foi um dos principais responsáveis pelo projeto de poder do Partido dos Trabalhadores (PT) voltado para a 'cumpanherada' governar - e roubar - o máximo de tempo possível, também. Só que o "Amigo", "Barbudo", "Luleco", "Brahma" ( toda semana surgem novas delações envolvendo o nome de Lula que, eventualmente, aparece com apelidos diferentes), anda tão desesperado que, agora, resolveu partir para cima da Justiça procurando intimidá-la. E uma forma encontrada, ou sugerida pelos caríssimos advogados que tentam defendê-lo, tem sido processar membros do próprio Ministério Público. Como acaba de acontecer com ação contra o promotor Deltan Dallagnol pedindo R$1 milhão como indenização por danos morais. Pra começar, que moral tem Lula para achar que todos são imorais como ele que, em nome de acabar com a pobreza no País, enriqueceu à custa do sofrimento de milhões de brasileiros, hoje, desempregados, inadimplentes, desabrigados, famintos, enfim, sem esperança? Que moral ele acha que tem por querer encontrar um jeito de calar quem cumpre o papel constitucional de defender a sociedade? Finalmente, que moral e consciência têm advogados, pagos com dinheiro desviado dos cofres públicos e/ou de Caixa 2, para defender corruptos como o imoral e amoral do Lula?

domingo, 18 de dezembro de 2016

REPÚDIO

Parece que tá na moda os políticos dizerem que repudiam veementemente tal acusação. Essa turma, quando se agarra a um frase, um bordão, o faz com a convicção de quem acredita na própria mentira e com a desfaçatez - quase perfeitas - de quem cometeu um crime mas nega até o fim. Como os presos ( alguns são capazes de chorar) e, agora, os 'representantes do povo' quando flagrados ou apontados nas delações premiadas. Só que fica cada vez mais difícil se enganar tanta gente durante tanto tempo. Principalmente, por sermos tantos de olhos e ouvidos ligados, dispostos a compartilhar as informações e a repudiar VEEMENTEMENTE uma classe de gente tão desqualificada como parece ser a maioria de políticos brasileiros.

BOA IDEIA

Os apelidos divulgados pela lista da Odebrecht tão fazendo um sucesso tão grande - seria cômico se não fosse trágico pelo mal que a corrupção vem causando ao País - que o TSE poderia introduzir, já nas próximas eleições, em 2018, codinomes e alcunhas nas urnas eletrônicas. Como não somos, mesmo, um País sério, e o processo eleitoral é quase todo ele engraçado, isto também iria facilitar que, em posteriores divulgações da Justiça e de investigados pela prática comum de roubo envolvendo políticos e empresários, a população conhecesse, de antemão, seus algozes, aqueles que roubam o dinheiro da Saúde, da Educação, dos Transportes, da Segurança, da Previdência, etc.

TIMAÇO DE TEMER

Os apelidos abaixo lembram até um time de futebol formado por colegas de trabalho, de praia, de copo, etc. Mas são o 'escrete de ouro' formado pelo Governo Temer para dar sustentação a alguns de seus projetos visando tirar o "País da crise". Ei-los devidamente identificados e com os supostos valores repassados pela Odebrecht para supostas campanhas de acordo com o site BuzzFeed, : "Caju": senador Romero Jucá (PMDB-RR) – R$ 22 milhões; "Índio": senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) – também teria se beneficiado com o valor; "Gripado": senador José Agripino (DEM-RN)– R$ 1 milhão solicitado por Aécio Neves; "Botafogo": deputado e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)– R$ 100 mil; "Justiça": senador e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – teria se beneficiado com parte dos R$ 22 milhões; "Primo":ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS)– teria centralizado arrecadações para Temer; "Angorá": secretário Moreira Franco – recursos para Temer; "Babel": ex-ministro Geddel Vieira Lima – R$ 1,5 milhão; "Misericórdia": deputado Antônio Brito (PSD-BA) – R$ 430 mil; "Boca Mole": deputado Heráclito Fortes – R$ 350 mil; "Todo Feio": deputado Inaldo Leitão (PP-PB) – R$ 100 mil; "Caranguejo": Eduardo Cunha (ex-deputado) – R$ 7 milhões; "Campari": Gim Argello (ex-senador) – R$ 1,5 milhão; "Decrépito": deputado Paes Landim (PTB-PI);"Velhinho": Francisco Dornelles (PP), vice-governador do Rio de Janeiro – R$ 200 mil e "Feia", senadora Lídice da Mata.

REUNIÃO NO JABURU

No início da semana passada, o presidente Temer mandou chamar os aliados para discutir as perspectivas de seu governo diante das últimas revelações da Odebrecht, bem como sua avaliação nas últimas pesquisas (ruim ou péssimo saltou de 31% para 51% e 63% querem a renúncia). Os primeiros a chegar foram Caju, Índio, Gripado, Botafogo, Justiça, Primo, Angorá e Babel. Em seguida, Misericórdia, Boca Mole e Todo Feio, este com cara de poucos amigos pela alcunha revelada pela PF. Sentidas as ausências de Caranguejo e Campari, presos em Curitiba, de Decrépito que enviou recente laudo de DA (Doença de Alzheimer) e Velhinho que preferiu botar o pijama para dormir. Pra não dizer que era o Clube do Bolinha, Feia também participou do encontro.

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Só falta assaltarem à mão armada".
 (Villas Boas-Corrêa (falecido esta semana) sobre os políticos do Brasil)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Dia sim e o outro também, o País vai dormir e acorda ouvindo o samba de uma nota só. Onde tem bandidagem institucionalizada, corrupção, desvios de toda natureza, mentiras e, agora delações sobre propinas pagas com o dinheiro do povo brasileiro, tem Lula e o PT no meio. Ele, só, não. Sua família, a 'cumpanheirada' e, claro, o PMDB, partido ex-aliado, ex-parceiro, ex-cúmplice que, como sempre faz, preferiu deixar a canoa afundar pensando que ia se safar. Mas, pelo visto - e pelo timaço de Temer, com Justiça, Caju, Caranguejo, Primo, Angorá, Índio e outros ainda não escalados - a coisa desta vez tende a acabar mal pra essa gente acostumada aos malfeitos, às pizzas, às canalhices, às injustiças, ao acobertamento das falcatruas durante anos e anos, ao domínio das instituições (se bem que existe mau caráter em qualquer lugar, até no STF), à covardia, ou ao pouco interesse, da população. Se alguém pensa que o Brasil ainda não foi passado a limpo, acertou em cheio. Só que o pontapé inicial foi dado, muito tempo depois da proclamação de uma República que, aparentemente, parece ter chegado pra ficar. É o que veremos em breve.

O BARQUINHO DE TEMER

Quando João Gilberto compôs O Barquinho, teve em mente retratar a pureza de um dia de luz, um barquinho deslizando pelo mar, com sol, dias tão azuis, uma calma de verão e uma tarde caindo. Jamais poderia ter pensado, por exemplo, num partido que tem por costume ficar com um pé em cada barquinho e que vem causando uma grande tempestade no País. Menos ainda em uma tripulação tão despreparada como a do atual governo que vem proporcionando dias horríveis para milhões de brasileiros e brasileiras. Como faz o PMDB de Temer, mesmo partido de Renan, Jucá, Cunha, Eliseu, Eunício e Moreira, ou melhor, Justiça, Caju, Caranguejo, Primo, Índio, Angorá e tantos outros 'companheirões' do presidente ( ainda não 'escalados' pela PF), que quando o assunto é política, mais precisamente o poder, ficam sempre com um pé em cada um, aumentando a crise econômica, política, institucional, moral, ética e tudo que ninguém queria. Bem diferente da poesia de João, onde 'tudo isso é paz, tudo isso traz, uma calma de verão e então, o barquinho vai, a tardinha cai, o barquinho vai'.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Com o grande estrago causado à Nação pelo projeto criminoso do PT, milhões de pessoas, de uma forma ou de outra, se manifestaram pelo fim de um ciclo que tinha à frente Dilma Rousseff. O resultado foi seu afastamento definitivo e a assunção do vice - como prevê a CF -, Michel Temer, do PMDB. Todos sabíamos que não era o ideal, que seu partido não era exemplo de probidade, de ideologias programáticas, civismo, patriotismo ou coerência política (no meio, o PMDB costuma a ficar sempre com um pé em cada canoa), mas o desespero havia tomado conta dos lares e das ruas e, quando isto acontece, praticamente, qualquer coisa, por pior que seja, torna-se a melhor opção. Só que o quadro tá tão feio, tão feio pro lado do atual presidente (pra maioria da população nem se fala), pessimamente acompanhado, que começa a amadurecer e tomar corpo a possibilidade de haver outro impeachment ou até a marcação de eleições gerais, embora esta seja mais delicada porque poucos aceitariam perder as 'bocarras', além da alegação de gastos, tempo legal exíguo e outros blá-blá-blás comuns quando trata-se de proteger o corporativismo existente no Congresso. Entretanto, além da gritaria de deputados e senadores petistas pelo fato novo, vários movimentos sociais já protocolaram na Câmara dos Deputados um novo pedido de afastamento contra o presidente Michel Temer. Para os autores do texto, ele cometeu crime de responsabilidade quando não tomou providências contra o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (ganha um doce quem acertar o partido deste senhor). Isto sem falar nas delações da Odebrecht que têm comprometido o núcleo duro de seu governo, reforçando a tese de ser um genuíno aliado de sempre da corrupção, das trapalhadas, lambanças, falta de planejamento, de respeito ao trabalhador e tantas outras que não deixam o País avançar, tampouco o brasileiro ter esperança por dias melhores. Sendo assim, os próximos meses na República deverão ser de muitas novidades e, quem sabe, até de uma verdadeira proclamação feita por aqueles que têm coragem de nunca se acomodar.

ESCALAÇÃO (QUASE) COMPLETA

Os apelidos abaixo não são daquele time de futebol formado por colegas de trabalho, de praia, de copo, etc. Eles fazem parte da lista da Odebrecht e os valores que teriam sido repassados, de acordo com o site "BuzzFeed":
1. Michel Temer – R$ 10 milhões ( sem apelido?)
2. "Caju": senador Romero Jucá (PMDB-RR), senador – R$ 22 milhões para campanhas
3. "Justiça": Renan Calheiros (PMDB-AL), senador – teria se beneficiado por parte dos R$ 22 milhões
4. "Índio": Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador – também teria se beneficiado com o valor
5. "Primo": Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro – teria centralizado arrecadações para Temer
6. "Las Vegas": Anderson Dornelles (ex-assessor de Dilma) – R$ 350 mil
7. "Angorá": Moreira Franco, secretário – recursos para Temer
8. "Caranguejo": Eduardo Cunha (ex-deputado) – R$ 7 milhões
9. "Cerrado/Piqui": Ciro Nogueira (PP-PI), senador – R$ 5 milhões para campanhas do PP
10. "Polo": Jaques Wagner (ex-ministro) – R$9,5 milhões
11. "Gremista": Marco Maia (PT-RS), deputado – R$ 1,3 milhão
12. "Babel": Geddel Vieira Lima (ex-ministro) – R$ 1,5 milhão
13. "Bitelo": Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado – R$ 1,5 milhão
14. "Campari": Gim Argello (ex-senador) – R$ 1,5 milhão
15. "Gripado": 
José Agripino (DEM-RN), senador – R$ 1 milhão solicitado por Aécio Neves

16. "Botafogo": Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputado – R$ 100 mil
17. "Misericórdia": Antônio Brito (PSD-BA), deputado – R$ 430 mil
18. "Ferrari": 
Delcídio do Amaral (ex-senador) – R$ 550 mil

19. "Corredor": Duarte Nogueira (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto – R$ 600 mil
20. "Todo Feio": Inaldo Leitão (PP-PB) – R$ 100 mil
21.  "Jovem": Adolfo Viana (PMDB-BA), deputado estadual – R$ 50 mil
22. "Feia": Lídice da Mata (PSB-BA), senadora – R$ 200 mil
23. "Comuna": Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado R$ 100 mil
24. "Goleiro": Paulo Magalhães Júnior – R$ 50 mil
25. "Diplomata": Hugo Napoleão – R$ 100 mil
26. "Moleza": Jutahy Magalhães – R$ 350 mil
27. "Velhinho": Francisco Dornelles (PP), vice-governador do Rio de Janeiro – R$ 200 mil
28. Carlinhos Almeida – R$ 50 mil
29. João Almeida – R$ 500 mil
30. Rui Costa (PT), governador da Bahia – R$ 10 milhões
31. Paulo Skaf (PMDB), presidente da FIESP – teria se beneficiado com R$ 6 milhões da verba acertada com Temer.




DE PÉS JUNTOS

Praticamente, qualquer criança brasileira sabe que político não costuma falar a verdade. Pra dizer a verdade, esta raça corrupta de malfeitores e ladrões de dinheiro público mente o tempo todo. Mesmo quando é flagrado roubando, mentindo, prometendo o que jamais vai fazer, tendo várias testemunhas e vídeos, caseiros ou não, a comprovar o feito, o "representante do povo" nega tudo. É capaz de morrer para provar sua inocência. Como vêm fazendo todos os acusados pela delação dos diretores da Odebrecht que, apontados como grandes participantes do esquema de Caixa 2 por terem recebido dinheiro da empresa para campanha, ou para bancar sua vida nababesca e outras patifarias, manda alguém dizer (a covardia é outra de suas péssimas qualidades) que foi 'tudo legal, tudo declarado ao TSE'. Que o digam Jucá (Caju), Moreira Franco (Angorá), Renan Calheiros (Justiça), Eunício Oliveira (Índio), Geddel Vieira Lima (Babel), Eliseu Padilha (Primo), Eduardo Cunha (Caranguejo), todos do PMDB, supostamente, desonestos e, com certeza, muito mentirosos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DESCRENÇA NOS PARTIDOS

Não há muito exagero quando se diz que partido político é tudo igual. Tudo farinha do mesmo saco, em se tratando, principalmente, de negociatas, corporativismo, conceder legenda, legalizar candidaturas e, óbvio, deixar a população em segundo plano. Isto sendo bastante otimista, uma vez que o primeiro é, sempre, ele mesmo, e seus 'caciques' (a grande maioria dos filiados não serve pra nada, além de fazer número), a chance de se aproximarem do governo e se beneficiarem das ofertas à disposição para quem condiciona seus votos à base do escambo, portanto, sem qualquer conotação ideológica. Depois vêm as coligações - em nome da tal da governabilidade - e outros projetos criados para atingir seu objetivo maior: o poder político e o econômico (não necessariamente nesta ordem, assim como a roubalheira desvairada). Uma pena ter de chegar a esta conclusão, como fazem milhares de vozes nas ruas (levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstra que nada menos de 94% dos entrevistados encaram os partidos com desconfiança), cientistas políticos e articulistas especializados, cujo limite por tanta ineficiência e desvios chegou ao fim ou está prestes a. Mas é desnecessário e até impossível acabar com eles já que o Artigo 1º, Parágrafo Único da CF diz que ‘’Todo poder emana do povo que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição’’e que, sob o ponto de vista jurídico, determina, ainda, que o Brasil terá uma democracia representativa, cabendo ao povo exercer sua soberania ao escolher seus representantes e, em alguns casos, decidir de forma direta sobre os rumos da produção legislativa e da formulação e execução das políticas públicas. Claro que o problema não são os partidos, as meras (falei MERAS) siglas e, sim, a desvirtuação quanto à utilidade, propósitos e méritos feita por uma maioria de maus políticos pois, numa análise idealista e bastante utópica, por estas bandas,  partidos são - ou foram - uma espécie de corpo de pessoas unidas para promover o interesse nacional. Uma reunião de homens que professam a mesma doutrina política e a união de pessoas, da sociedade, a formação de grupos com ideais políticos semelhantes, organizados, que visam participar da vida política, dando forma e eficácia a um determinado poder, como conceituava Max Weber e outros tantos pensadores (utilizar os verbos na 3ª pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo). Exatamente, como não fazem os 'donos' dos 35 existentes no País, hoje, sendo este o principal motivo para que o povo brasileiro não se sinta representado por eles e exija até o cancelamento do registro de muitos, aliás, como prevê a lei. Radicalismo? Está em questão o direito de os partidos existirem? Com certeza, apenas uma análise realista do que vem acontecendo no Brasil onde os partidos, transformados em siglas de aluguel e de trocas, jogam no lixo seus estatutos e ideologias, perdem suas essências, deixando-se conduzir pelas tentações do poder e das conveniências pessoais em detrimento do desenvolvimento e progresso do povo. E a proposta para que os eleitores pressionem mais para a aprovação de uma reforma que redirecione a política para os interesses do bem comum, com ênfase em legendas programáticas e representativas.

PRA COMEÇAR A SEMANA

De delação em delação, até os gatos (angorás) têm de provar suas sete vidas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SUPREMO RENAN

Depois da vergonhosa votação da liminar contra a permanência de Renan Calheiros na presidência do Senado, o STF deixou claro que os ACÓRDÃOS começaram a dar voz e vez aos ACORDÕES pois ficou patente que, em nome de uma 'patriótica decisão' ( mais conhecida nos Três Poderes como submissão e jogo de interesses), a maioria dos ministros considerou que, dependendo do réu e, supostamente, o que está em jogo ( retirada da Lei de Abuso de Autoridade, por exemplo), UMA DECISÃO JUDICIAL DESCUMPRE-SE. E que a lei, muitas vezes, só vale e bate no Chico. A mudança repentina de tese, por parte de alguns ministros daquele Tribunal, também deixou claro que, para algumas AUTORIDADES ABUSADAS somos, mesmo, incapazes de fazer valer a vontade da maioria das ruas que, no caso do Cangaceiro de Alagoas, vem exigindo sua saída pelas muitas denúncias por muitos crimes praticados e, fosse o País sério, já estaria afastado há muito tempo. Dependendo da coragem - não de alguns do Supremo -, até pagando numa cela onde, por muito menos, ficam trancafiadas pessoas de menor potencial, como pobres, negros, jovens, de baixa escolaridade e, claro, sem nenhuma influência em qualquer instância.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

REINAN NO STF

Hoje, pela manhã, ainda acreditando na Justiça, principalmente, na chamada Suprema Corte, reiterei a influência que os movimentos das ruas estavam exercendo sobre os poderes da República. Só me esqueci que, no País, tem outros poderes com mais supremacia, ou seja, o econômico e o Executivo, este liderado por Temer, que acaba de mudar a decisão de ministros do STF que opinaram pela permanência de Renan Calheiros à frente da mesa diretora do Senado. Entretanto, esquecem-se os 'poderosos de o maior de todos, capaz de defenestrar qualquer um que se ache acima Dele, da lei dos homens e da vontade popular.

REPRESENTATIVIDADE EM QUISSAMÃ

Parece que não é lenda urbana, não, mas, depois de muitos anos, a atual presidência do Sindicato (pelego e, aparentemente, desonesto pra chuchu) dos Servidores Públicos de Quissamã (ao qual nunca 'doei' um tostão pois, profética e legalmente, pedia isenção por já contribuir com sindicato e conselho) caiu. Se deteriorou, se entregou. Foi pega pelo rabo. Vamos torcer para quem ou aquilo que vier a substituí-lo - seja a Justiça ou os novos, independentes (?) e  bem intencionados representantes, para que os cerca de 3 mil servidores públicos de Quissamã ( perdoem se o número não for bem este pela dificuldade de sintonia) tenham algo que os represente. De fato e de direito

COMEÇO DO FIM

Independente da saída ou não do senador Renan Calheiros ( hoje chamado de Réunan) e da chance do presidente Temer em convencê-lo a renunciar, a vitória das ruas no sentido de manifestar seu repúdio à corrupção, à boa parte de um Congresso viciado e pouco producente, tem sido muito expressiva. Hercúlea, mesmo, quase comparável a de Davi sobre Golias. Não que o povo não seja soberano e o mais forte, mas é que havia um corporativismo e uma oniciência tão grande, por parte de senadores e deputados que não entendem o poder efêmero e a força do voto que os faz entrar e sair, que o complexo de Vira-Latas predominava. Agora, essa coisa parece começar a mudar. Os três poderes, a merecer caixa baixa até que se regenerem pelos muitos erros cometidos, começam a se render e reverenciar seus verdadeiros 'chefes', 'patrões' ou qualquer outro nome que signifique a vontade de uma maioria que não aguenta mais tanta corrupção, tanta roubalheira e tanta diferença pels graves problemas enfrentados por ela. Se Lula pode ser preso a qualquer momento, Dilma sofreu o impeachment, com Temer podendo ser condenado e receber o mesmo tratamento, se Renan vai acatar a liminar do ministro do STF e ficar de fora da presidência do Senado e se Maia sair da linha de sucessão, isto se deve, primeiramente, pelo amadurecimento e coragem da população que resolveu 'colocar a cara na reta' e exigir aquilo que é seu, ou seja, o País e tudo que ele pode lhe devolver através da maior carga tributária do planeta não revertida, nem de longe, em serviços públicos de qualidade. Méritos, também, para boa parte da Justiça que, igualmente, passou a ocupar sua parcela de responsabilidade como Quarto Poder ( este em caixa alta pelo que vêm fazendo o juiz Sérgio Moro, o MPF e outros bravos idealistas e cumpridores com o dever), capaz de atender à demanda de milhões de brasileiros e brasileiras que querem, apenas, o que é seu e o fim de tanta indiferença, descalabro e ladroagem por parte das instituições.

EDUCAÇÃO REPROVADA

Mais um ano letivo, praticamente, chega ao fim e, nesta menor distância imaginável entre dois pontos distintos (também conhecida como reta), após as provas finais e a discussão coletiva onde são apontadas as dificuldades dos alunos, professores e instituições de ensino na busca por melhorias, o Conselho de Classe (COC), vem a tradicional pergunta: valeu a pena? Segundo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), NÃO, pois acaba de revelar o panorama da Educação brasileira em uma conta que, aparentemente, não fecha. Pior: que a maioria dos alunos não sabe fazer cálculos simples nem entende o que lê. Para se ter ideia do péssimo caminho percorrido e dos muitos erros cometidos ao longo dos últimos anos - por tudo e todos os envolvidos, é bem verdade -, o Brasil continua ocupando uma das últimas posições quando refere-se à Ciências, Matemática e Leitura, disciplinas avaliadas pelo programa que testa alunos de 15 anos em 70 países e é considerado o mais importante do mundo. Em Ciências, que era o foco do estudo recém-divulgado, o país ficou em 63º lugar (estava em 59º em 2012, quando havia 65 países analisados), caindo de 405 para 401 pontos - apesar de não indicar uma mudança estatisticamente significativa - e ficando na frente apenas de Peru, Líbano, Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e República Dominicana. Em Leitura (texto/linguagem), o Brasil caiu de 55º para 59º, perdendo três pontos. Na terceira e última matéria avaliada, Matemática, o cenário é ainda mais duro: o país caiu 14 pontos e despencou da 58ª para a 65ª posição, sendo o último país da América Latina neste ranking. E não se pode dizer que é por falta de grana, pois tem havido até um pouco mais de investimento por aluno e outros países da região, inclusive, que investem a mesma quantia ou até menos do que o Brasil, tiveram resultados melhores em 2015. Mas o que fazer para parar de chorar pelo leite derramado e criticar somente as ações de governo, como as PEC's 55 e 241 que o PT e seus puxadinhos insistem em dizer que vão 'retirar dinheiro da Educação? Primeiro, é importante saber o que é Educação e pensar a realidade, não apenas com saudosismo, uma vez que os tempos são outros, as famílias agem diferente, a tecnologia avança a cada segundo e as perspectivas e os atrativos são bem menores. Depois, rever a progressão continuada cuja meta é aprovar e não ensinar, pouco importando se o aluno aprendeu. Finalmente (não necessariamente nesta ordem), valorizar o professor, tornando a carreira mais atraente, elevando os requisitos para alguém se tornar um docente e rever a maneira como as disciplinas são ensinadas e, até mesmo, o método de ensino Paulo Freire, certamente, tão ultrapassado quanto outras ideias esquerdopatas petistas e  como aqueles que sofrem de Síndrome de Pollyana e pensam um mundo melhor, uma educação melhor, uma pedagogia (equivocada) do amor, mas que só conseguem praticar corrupção, transformando em lixo aquilo que tocam. Aí, o resultado só poderia ser este: boletins cheios de vermelho.



REGABOFE NA ALERJ

A Alerj, mesmo com a grande crise que o Estado do Rio de Janeiro vem atravessando - talvez a maior de toda história - , com serviços públicos indo de mal a pior, sem falar nos salários atrasados, falta de perspectivas e, até, do décimo-terceiro (uma conquista dos trabalhadores), tem dado outros maus exemplos, já que das mordomias e supersalários de deputados, assessores e afins ninguém fala mais. Para se ter uma pequena ideia da falta de sensibilidade dos 'nobres parlamentares e agregados', pouco afeitos ao momento crucial pelo qual passa a população, o presidente da Casa, Jorge Picciani, dias atrás, abriu licitação para compra de medicamentos, contratação de ambulâncias, UTIs 24 horas, cursos de línguas (what?) e agendou 88 coqueteis de fim de ano para ele e seus 69 companheiros. Pelo visto, mesmo com tudo que vem acontecendo Brasil afora, ainda tem gente achando que o roubo de dinheiro público e o festival de desperdício e gastronômico vão continuar, assim como a capacidade que ela tem de manipular a vontade popular através das urnas.

FIM DO RÉUNAM

Ainda tem uns bobos por aí jurando de pés juntos que os movimentos de rua não influenciam na tomada de decisões, nem amedrontam mais a turma da boquinha, ou seja, a classe política acostumada a decidir o que era melhor pra ela (a turma da boquinha). A pressão popular tem crescido tanto - e com tanta eficiência - que, além de fortalecer a Justiça, cujo papel tem sido relevante para inibir a corrupção, devolver dinheiro público desviado e tirar de circulação criminosos de alta periculosidade, como os que estão presos em Curitiba, ainda provoca exoneração de ministros, impeachment de presidente da República e até a saída do presidente do Senado, como acaba de acontecer com Renan Calheiros cuja cabeça foi pedida, domingo, nas ruas de todo País e atendida no dia seguinte (eita eficiência!) pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, apesar do impasse e do beicinho do Réunan que não quer sair do trono de jeito nenhum talvez com medo do pior. Como se vê, o tempo dos bobos da corte - e das boquinhas - em breve se tornará página virada de um tempo da carochinha que se Deus quiser não voltará.
                                         A Praia de Icaraí (Niterói) também aderiu à saída de Renan

DECÁLOGO DE ALERTA

Homens e mulheres da vida pública, da (vida) privada também, eis uma dica, inteiramente gratuita, principalmente, para quem vai começar a exercer mandatos (vereadores e prefeitos) a partir do dia 1°. Trata-se de 10 mandamentos para diminuir a corrupção, mal maior numa nação que não aguenta mais tanto desperdício, tanto desvio de dinheiro público, tanta cara de pau:
1- Não roubar;
2- Não surrupiar;
3-Não furtar;
4- Não despojar ;
5- Não mentir;
6- Não empregar por empregar;
7- Não desviar;
8- Não fraudar (concursos, licitações, etc);
9- Não praticar nepotismo;
10- Fazer cumprir os nove mandamentos acima.

ODEBRECHT

Demorou, mas 77 executivos do Grupo Odebrecht parece que vão 'abrir o bico', isto é, acabam de assinar acordos de delação premiada e contar o que sabem (será, madame Kissalah?) para os procuradores da Lava Jato? O próximo passo será o depoimento dos executivos (já em andamento) e a ideia é que todos os delatores sejam ouvidos em uma semana para dar celeridade ao processo de homologação, responsabilidade do ministro do STF, Teori Zavaski. Vamos aguardar pra ver se o 'velho' Emílio Odebrecht, presidente do Conselho Administrativo e dono da empreiteira vai colaborar direitinho na mesma linha de seu filho Marcelo que afirmou que a gerentona Dilma conhecia todos os esquemas na Petrobras e Lula sabia de tudo já que foi o responsável pelo nascimento do Petrolão. Aliás, do Mensalão e da podridão que ele e os companheiros transformaram o País.

POVO CONTINUA DIZENDO NÃO

Apesar da torcida daqueles que insistem em se posicionar contra o País- cada vez menor, por sinal- domingo (04) foi mais um daqueles dias pra entrar na história. Foi nele que milhares de pessoas, de norte a sul, disseram um rotundo NÃO ao Congresso Nacional (não se esquecendo das assembleias estaduais e câmaras municipais) pelo que a maioria de deputados e senadores vem fazendo quando trata-se de resguardar seus interesses, manter o corporativismo e defender aquilo que chamam de 'autonomia dos poderes'. Até madrugada a dentro. Como na semana passada, coincidentemente, no dia da queda do avião na Colômbia. É bom a turma de aproveitadores, enganadores e ladrões de dinheiro público mudar de estratégia pois, mais uma vez, os movimentos populares, auto-organizados e sem bandeira partidária, mostraram que não aceitarão mudanças no pacote de medidas de combate à corrupção propostas pelo MPF, tampouco, que ela - a turma de espertos e gatunos, lembra? - continue destruindo o país através do projeto criminoso e corrupto implantado por partidos que, como se vê, não querem que a Justiça os defenda como é sua obrigação. Tanto quanto deveria ser dos que foram eleitos para fazer o mesmo.

PIRATARIA AÉREA

Impossível, em se tratando de seres humanos normais, alguém dizer que não se emocionou com o fato maior da semana passada envolvendo a delegação da Chapecoense (SC) e outros profissionais que morreram a caminho de Meddelín, na Colômbia. Mas, agora, passada a tragedia, na verdade, um assassinato em massa, é preciso que as autoridades cobrem - e punam com exemplar rigor - explicações detalhadas e convincentes de todos os envolvidos (fabricante da aeronave , no caso inglesa, a companhia fretada, a LaMia, a qual parece que permitia as 'aventuras' do comandante, aqueles (ir)responsáveis técnicos (fiscais do plano de voo, controle do tráfego aéreo, etc) e, apesar da grande dor, até dos diretores da Chape que teriam contratado o serviço de avião pirata por ser mais barato. Que Deus ampare e conforte as 71 famílias, claro, mas que todos cumpram o seu dever para que não se tenha mais casos de pura negligência e soma de tantos erros, com gananciosos, aventureiros e levianos causando comoções mundiais como foi a do voo 2933.

domingo, 4 de dezembro de 2016

PRA COMEÇAR A SEMANA

Quem planta vento, colhe tempestade. (que o diga a 'companheirinha' Dilma, do PT)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

LEADER S/A

Muito contrariado, dia destes me dirigi à Leader para pagar um boleto. Sim, pois aquela loja, além do discutível padrão e preços dos produtos, do atendimento, geralmente, feito por funcionários indiferentes e muito mal informados (para não dizer mal intencionados, pois se bobear eles até parcelam a compra com juros), agora deu pra ter 'como norma' não aceitar cheques. Nem do próprio. Sob a alegação de que estão 'cumprindo determinação dos novos donos' - os quais, só ouviram falar que são os mesmos da Casa &Vídeo - me fizeram 'rasgar' uma ordem de pagamento à vista de fundos na conta do emissor, a qual ainda é válida em todo o território nacional e pela qual pagamos para ter o direito de pagar por alguma transação. Deve ser por estas e outras que a referida loja anda entregue às moscas, sem uma viva alma a percorrer seus vazios corredores.




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

VIVA A REPÚBLICA

Já foi, tarde (bota tarde nisso), o tempo em que se fazia da política um espetáculo com e para poucos atores. Demorou, mas, felizmente, chegou a hora em que o povo participaria do desenrolar dos acontecimentos. Como agora. Nos últimos anos - e as redes sociais tiveram e vêm tendo importante papel, fundamental e decisivo, mesmo, - a sociedade civil, passando por boa parte da Imprensa que reconheceu sua obrigação de transmitir a 'verdadeira verdade' e da Justiça com suas operações Caça Corruptos ( que da mitologia só tem os nomes) e o interesse pelos destinos da República (a verdadeira, 127 anos depois de proclamada pelo marechal Deodoro da Fonseca) são os grandes protagonistas a conduzir o Brasil até um novo patamar, único na nossa história, com resultados efetivos que vão das manifestações das ruas, dos panelaços, até a retirada daqueles que não nos representam mais, seja através das respostas nas urnas (como aconteceu com a quase extinção do PT), sejam os impeachments, cassações, prisões, etc. Hoje, tem-se, ao lado do futebol e outras amenidades, a política nas conversas cotidianas dos lares e botecos, passando pela atuação do STF e pela marcação cerrada sob a gestão pública e isto vem construindo um novo arco de poder capaz de mudar o que está errado e, até, retirar da cadeira quem ainda pensa ser o senhor absoluto de todas as coisas, um quase deus. Entretanto, muito ainda tem de ser feito para que alcancemos a plenitude de uma democracia sonhada por alguns conhecidos heróis nacionais - anônimos, também -, com o poder emanando do povo, para o povo..., onde as decisões devem ser favoráveis a ele. De fato. Não como acontece, hoje, com um pequena parcela dizendo o que é melhor (geralmente pra ela), sendo muito bem paga para isso, com todas aquelas benesses, mordomias, a verdadeira farra com o dinheiro público. Suado, cada vez mais minguado e roubado pela corja constituída por maus políticos que costumam fazer da vida pública a privada. Aliás, não só da qual se locupletam, mas a outra, na acepção e com o perdão da palavra, cheia das titicas que faz e que pensa uma maioria constituída de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e  presidente da República - este cada vez mais na moda - ou seja,  muito pouco quando trata-se de melhorar a vida do cidadão. Felizmente, alguns destes senhores e senhoras, no já não tão alto de seus mandatos e da soberba, têm entendido todas as mensagens vindas das ruas e através da Internet. E que, se bobearem, podem perdê-los e, se insistirem nos erros, ver o sol nascer quadradinho da silva.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

SEM ANISTIA


Uma vergonha, entre as muitas praticadas por congressistas, essa de anistiar o tal do Caixa Dois (uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral). Uma afronta , praticada pelos ditos (por eles mesmo) representantes do povo e dos estados - deputados e senadores - e a mais autêntica comprovação de que essa gente, na grande maioria, corrupta e imprestável, quer se proteger e aos, de alguma forma, seus cúmplices. Uma aberração, praticada por um conglomerado perdulário e repleto de gente cuja maior e, muitas vezes, única capacidade é cometer crimes contra a Nação, como pretendem fazer agora, deixar pra lá os erros praticados durante as campanhas eleitorais. Acostumados a se dar bem, custe o quanto custar, pra quem custar ( no caso milhões de brasileiros e brasileiras), esses falsos 'representantes', são, definitivamente, um dos motivos para o crescimento de uma doença chamada corrupção cujo objetivo principal tem sido alimentar esses parasitas, corporativistas, gastadores e ladrões do dinheiro público que fazem da política algo para se ter muita vergonha. E nojo.


domingo, 27 de novembro de 2016

PRA COMEÇAR A SEMANA

Dia quatro (sexta-feira), o País deve dizer NÃO à anistia do Caixa Dois.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PIADA DO CABRAL

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tem defendido, em depoimentos dados à Justiça, que tem a “consciência tranquila” em relação às acusações feitas contra ele. O ex-governador que, durante sua primeira campanha, teve o apoio dos antecessores Garotinho e Rosinha (hoje arqui-inimigos) - outros enrolados e que vivem um inferno astral dentro do grande galinheiro chamado política nacional - ainda afirma que  “toda a sua política foi voltada para o crescimento econômico do estado” e negou conhecer a “taxa de oxigênio”, que, segundo os procuradores, era um sinônimo de propina. Realmente, a continuar assim, negativas de um lado, provas do outro e leis que permitam se mentir e jurar até a morte, além dos incentivos e benesses concedidos aos criminosos, ter-se-á um país cheio de desigualdades entre o crime de colarinho branco e o roubo à galinha e as populações carcerárias e o grande número de ladrões livres, leves e soltos. E uma Assembleia Legislativa (Alerj) votando a favor do continuismo de uma ladroagem que não vem de agora, de um pacote de maldades contra o servidor e, principalmente, de serviços públicos de péssima qualidade como os nossos, tendo um governador dizendo que não é responsável por nada e um ex, agora preso, negando, de pés juntos, que não roubou, não mentiu, não favoreceu parentes e amigos e nunca zombou de ninguém.



PARADA MILITAR EM QUISSAMÃ

Tomara que o Exército brasileiro não esteja tão perdido como alguns setores do governo Temer, do PMDB, ex de Dilma, do PT, e a 'garotada' do Forte Marechal Hermes, em Macaé, que, sem muito jeito - apesar da educação -, tem parado motoristas que passam próximo à entrada do município de Quissamã, na BR 101. Nos últimos dias, sob a alegação de uma suposta pesquisa para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os soldados, com tablet nas mãos, fazem perguntas no mínimo curiosas que vão das características do veículo ( ano, a quem pertence, etc), destino e procedência à renda salarial do condutor (esta opcional) e outras um tanto quanto estranhas. Parado por duas vezes, em apenas três dias, além de um certo atraso provocado pelas perguntas e pela abordagem obrigatória, senti uma certa insegurança pois, além dos uniformes, não havia muita caracterização de ser algo feito por forças federais ( vem até a sensação de uma falsa blitz), tampouco, que serviria para melhorar a vida de quem por lá trafega. Tomara que não seja mais um 'do nada para o lugar nenhum', como muitas ações políticas deste e de outros governos Brasil afora. Tomara! Fica a sugestão: que se dê indicativos e que a 'pesquisa' seja feita com viaturas posicionadas no local, auxiliadas pela PRF para dar mais credibilidade à ação.
foto ilustração baixada da internet

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Ou 'A justiça tarda, mas não falha', 'Aqui se faz, aqui se paga', 'Quem com ferro fere, com ferro será ferido', 'Pau que dá em Chico...' e tantos outros velhos ditados caberiam neste importante momento histórico (aliás, novíssimo) pelo qual estamos passando. Os últimos acontecimentos envolvendo políticos e empresários (corruptos e corruptores), descobertos com a  mão na massa, com a boca na botija - roubando, para ser mais preciso ou matando milhões de brasileiros de fome, sem dinheiro para comprar remédios, nos assaltos, nas muitas balas achadas, nos leitos dos hospitais e, até, de raiva pela taxa de juros praticada e pelo salário que recebem (quando recebem) para ser mais preciso ainda - e algumas da prisões determinadas por juízes e promotores, quase uns heróis nacionais, mostram que o País está, mesmo, começando a ser passado a limpo. Como todo processo de mudança, principalmente, mais radical como a sociedade está a exigir e, há muito, precisávamos, engloba uma série de fatores. No caso em epígrafe, 'demorô, mano'!, diria um paulista, mas nunca é tarde para alguém se  arrepender, tomar ou mostrar o caminho certo, se bem que em se tratando da maioria dos políticos, do corporativismo praticado por eles, da imunidade, da impunidade, do poder que têm - devidamente, acobertados por leis ultrapassadas -, ainda estamos muito longe de manter estes patifes, desonestos, praticantes do lesa-pátria, desqualificados, ignobeis, deslumbrados (estes da categoria das esposas de Cunha, Cabral, etc), canalhas, desumanos e corruptos - bem como a camarilha que os acompanha nas safadezas -  condenados à penas de prisão perpétua. Ou algo mais rigoroso, dependendo do crime e do tamanho do mal. Claro, sem nenhum tipo de vantagem e chance, a exemplo do que fizeram durante o tempo que exerceram seus mandatos, não permitindo que seus súditos, vassalos, suseranos, enfim, os otários como nós, tivessem qualquer oportunidade de levar uma vida mais digna, tendo um emprego duradouro, uma economia voltada à estabilidade econômica de um passado recente, acesso à educação em sua plenitude, instituições bancárias com alguma viabilidade para quem só deseja subir uns degraus (reforma da casa, pequena viagem para cidade de origem, aparelhos mais modernos, etc), o direito a uma vida melhor, inclusive, o direito de viver. Utopia? Sonho? Algum tipo de transtorno? Não, apenas acreditar que a esperança é a última que morre.


PRISIONEIROS DO PT

O País e o mundo estão assistindo aos desdobramentos de tanta roubalheira e enganações praticadas por um único partido político, tendo ao lado outro da mesma estirpe, e em nome do maior projeto criminoso até hoje instalado, instaurado, enfim, enfiado goela abaixo, principalmente, dos mais humildes e de outros tantos bem intencionados que acreditavam ser possível sonhar com a tal da justiça social. A economia, se não vai de mal a pior (como quer a frenética oposição e outras aves de rapina ávidas por continuar se lambuzando nas sobras da carniça da Pátria amada ), vem encontrando muitas dificuldades para reverter a situação, não deixando que o rombo financeiro de uns 200 bilhões de reais deixado pelo PT - e, ironia do destino, pelo próprio PMDB, hoje, governo - cause estragos ainda maiores. Mas a tomada do poder pelos vermelhos, ladrões, perdulários, incompetentes e inimigos do Brasil, durante os 13 anos e poucos meses - para, a maioria, uma eternidade - não arrasou "apenas" a indústria, o comércio e o terceiro setor, o dos serviços. Como desfecho por tanta falta de planejamento e seriedade no trato com a coisa pública (sem esquecer dos desvios praticados, claro!), o quadro de desemprego, segundo o IBGE, é recorde entre jovens de 18 a 24 anos, os mais castigados com a crise econômica. De acordo com a Pnad trimestral do IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 11,8% no 3º trimestre de 2016. Mas, para os jovens nessa faixa etária, chegou ao nível recorde de 25,7%. No mesmo trimestre de 2015, a desocupação estava em 19,7%. A pesquisa mostra, também, que de 2012 para cá, o nível de ocupação nessa faixa etária foi o que mais caiu. Naquele ano, quando teve início a Pnad trimestral, o percentual de brasileiros de 18 a 24 anos ocupados era de 57,9%. Agora, é de 50,5%. Sendo assim, jovens ou não, alguém tem dúvida de que o PT (sem esquecer dos outros partidos e 'puxadinhos', hein!) arruinou o País e causou tamanho prejuízo que agora impede, jovens ou não, de terem o bem mais precioso que existe, depois da vida, isto é, a capacidade de trabalhar e ter seu emprego? Alguém, que não seja fanático ou goste de se enganar, pode afirmar que o PT (não devemos nos esquecer dos outros patrimonialistas e criminosos) não deixou uma herança maldita? Como se vê, através de pesquisas e da realidade nua e crua mostrada a todo momento, Lula e Dilma têm de ser, mesmo, banidos da vida pública e, comprovadas todas as denúncias, ficarem  trancafiados atrás das grades ( não em prisão domiciliar). De preferência, rápido, antes que fujam para usufruir e desfrutar do asilo político em Cuba, Venezuela, Uruguai ou outro país 'cumpanhero') e incomunicáveis para que nunca mais voltem a fazer mal a tanta gente. Jovens ou não.


domingo, 20 de novembro de 2016

ONDE TUDO ISTO PODE ACABAR?

O caos e o nível de corrupção enfrentados pela população do Rio de Janeiro, provocados, principalmente, pela má gestão de alguns de seus últimos algozes-administradores, ultrapassaram todos os limites da razoabilidade e da tolerância. A situação é tão crítica que, além das últimas prisões - muito aquém do que tem de ser feito - só há uma alternativa: mudar as leis de maneira que pessoas que fazem da política uma eficiente ferramenta para alcançar  objetivos pessoais, megalomaníacos e doentios, quando pegas, apodreçam em cadeias sem nenhuma regalia. Mas não sem antes devolverem tudo que roubaram. 
 

TEMPESTADE POLÍTICA

Vivo fosse, Magalhães Pinto não poderia mais comparar a política nacional às nuvens. Você começa a comentar a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho, aí vêm o convite de Renan ao juiz Moro e ao procurador Janot para tentar "dar visibilidade" - quem sabe haja outra intenção - ao projeto que trata do abuso de autoridade, a briga entre os juízes do STF, Mendes e Lewandowski e, finalmente, a prisão do outro ex-governador, Cabral. Em se tratando de crimes eleitorais, golpes, falta de decoro e roubo de dinheiro público, como se vê, estamos todos perdidos e vivendo uma tempestade que parece não ter fim. Só ficou faltando, mesmo, a tsunami que o país inteiro espera há algum tempo, ou seja, a ida de Lula para Curitiba ( antes que se asile em Cuba, Venezuela, Itália, etc), não através de depoimentos via teleconferência e, sim, para trás das grades, por um bom tempo, para que não volte a enganar, mentir, roubar, deixar roubar e prejudicar outras novas gerações de brasileiros e brasileiras.

PRA COMEÇAR A SEMANA

Que tal começá-la conhecendo um pouco mais de nossas ideias e trabalhos (pelo menos os "publicáveis")?
É só clicar www.gazetanit.com.br

 

                                                               Edição 213 do GN (pag.2)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

DECÁLOGO DE ALERTA AOS PREFEITOS

Erradamente, dizem que 'se conselho fosse bom, ninguém dava. Vendia'. Mas, de alguma forma, todos podemos - e devemos - contribuir, de graça, para que municípios também melhorem tendo servidores públicos - do chefe máximo, ao mais humilde - usando de total transparência, honestidade, ética e se empenhando para que todos se beneficiem de suas administrações. Eu já encontrei a minha. Trata-se de uma espécie de decálogo de alerta voltado, principalmente, aos prefeitos e prefeitas (se aplica também aos vereadores e vereadoras) 'neófitos' que assumem em 1° de janeiro. Ei-lo:
1- Não roubar;
2- Não deixar roubar;
3- Não praticar nepotismo ou 'amiguismo';
4- Não deixar que os pratiquem;
5- Sempre que possível, exigir a meritocracia (sistema ou modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo);
6- Cumprir ipsis litteris a Lei das Licitações;
7- Não deixar que se afastem dela; 
8- Lutar, sempre, por poderes independentes e harmônicos;
9- Nunca se esquecer do Art 1° § 1º "Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido" (inclusive, para quem pensa diferente, o grifo é nosso).  
10-Fiscalizar tudo bem de perto ou delegar poderes somente a quem se enquadrar em todos os itens anteriores.

N.R: Para quem considera o decálogo piegas demais, uma utopia ou um simples proselitismo de nossa parte, lembramos que o país está mudando, para melhor, é verdade, e, brevemente, só haverá um lugar para aqueles que teimarem em descumprí-lo. A velha cana dura. Aquela onde se vê o sol nascer quadrado

RENOVAÇÃO: EM NITERÓI, NÃO!

Chamem de pecha, estigma, crise econômica, falta de credibilidade ou 'saco cheio' do eleitor em relação à política e à maioria dos políticos. Mas a verdade é que as urnas optaram pela renovação nas eleições de outubro. Os resultados, no primeiro turno, já demonstravam mudanças bem radicais a partir dos novos representantes nos legislativos municipais. Já dos candidatos a reeleição de prefeito, que 'ousaram encarar a pedreira' (muitos sequer tentaram),- e conseguiram passar pelas lentes da Justiça -, também não se pode dizer que levaram a habitual vantagem ou superaram a aversão por suas candidaturas. Mas, como em tudo na vida, há controvérsias e exceções. Uma delas aconteceu em Niterói, única cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro a reeleger um prefeito: Rodrigo Neves (PV) convenceu e venceu com 58,59% dos votos válidos (130.473) e governará a cidade por mais quatro anos. Sorte? Competência? Escolhas? Persuasão? Perspectivas? No caso de RN, a maioria da população - e de sua base política - acreditou que ele é capaz, dando-lhe a oportunidade de realizar mais, principalmente, nas áreas de segurança, educação e saúde, pontos fracos de qualquer administração.

domingo, 13 de novembro de 2016

CRISE PASSAGEIRA

Tudo relacionado à França atrai a atenção de todos. Até a nossa. Isto porque o país ainda é um dos que mais reúne atrativos para quem gosta de ver, por exemplo, as maiores belezas naturais do planeta (depois do Brasil, claro). Entretanto, a Cidade-Luz e as muitas outras cidades francesas lindíssimas, vêm enfrentando uma grave crise no setor de turismo este ano. Os franceses atribuem esse fato às greves e à crise econômica, mas o terrorismo foi apontado como o principal fator da crise. Deveria ter sido um ótimo ano para o turismo francês. Afinal, como sede do Campeonato Europeu de Futebol (Euro), um evento importante que se realiza de quatro em quatro anos, a França teve uma chance perfeita de mostrar seu charme especial. Mas, ao contrário das expectativas, 2016 foi um desastre. As visitas ao destino turístico mais popular do mundo diminuíram mais de 8%, de acordo com Bloomberg, em comparação com o mesmo período em 2015. A taxa de hospedagem nos hotéis parisienses caiu 21%. O Brexit (mais uma das 'bobagens' criadas pelo rigor londrino) não ajudou a incentivar o turismo. O Reino Unido é a segunda maior fonte de turistas que visitam a França. Com a queda da libra, a França ficou muito cara para os ingleses que atravessam o canal para comprar vinho barato e queijo Pont-l’Évêque. Em consequência, o turismo britânico diminuiu 4%. Mas o terrorismo é o principal motivo da queda do turismo. Os terríveis atentados em Paris e Nice nos últimos 12 meses que mataram centenas de inocentes, além de outras atrocidades, assustaram, sobretudo, os asiáticos. Neste ano o número de turistas japoneses caiu quase 40% e o de chineses aproximadamente 23%. Tomara que algumas das medidas chamadas protetivas venham a minimizar os impactos causados à França o Velho Continente continue a ser um dos principais destinos de todos nós que gostamos de conhecer de perto uma das mais autênticas tradições culturais que existem em todo mundo.

FIM DA REELEIÇÃO

A Imprensa noticiou, durante toda semana, a articulação do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, pela aprovação da primeira etapa da reforma política no Senado que prevê, inclusive, o fim da reeleição para os cargos de presidente, governador e prefeito. Além da proposta, que já valeria para as próximas eleições, em 2018, o senador mineiro prefere priorizar o fim das coligações proporcionais, instrumento que “puxa” deputados pelos votos da coligação, e a criação de uma cláusula de barreira, que tem o objetivo de reduzir o número de partidos políticos. O fim da possibilidade legal de os chefes dos Executivos, em todas as instâncias, disputarem um segundo mandato consecutivo, é uma bandeira antiga dos tucanos - a qual já ostentamos várias vezes, em diversas situações, independente do partido ao qual estamos filiado (PDT, PV ou, agora o PSDB) -, mas sempre que tratamos do tema procuramos manter cautela para que não haja interpretações equivocadas, maliciosas, muito menos cometamos injustiça com quem pouco pode fazer em quatro anos, teve um governo bem avaliado, exercendo-o com considerável lisura, respeito ao erário público, não gastou de forma perdulária, não cometeu nepotismo, procurou a meritocracia, acima de tudo, etc, e pretenda colocar-se como opção numa próxima disputa. Aí, chegamos a seguinte conclusão: mesmo respeitando as teses do fim da reeleição, aparentemente,sentimento amplo entre os parlamentares de que não deu certo no Brasil , baseadas nos muitos excessos que vêm sendo cometidos pelos administradores, detentores de mandatos eletivos, temos nos colocado muito mais a favor de uma rigorosa avaliação e fiscalização por parte da Justiça, como um todo, que preveja prisão para quem roubou, prometeu e não fez (seria dado um prazo, razoável, de até dois anos, para seu cumprimento), nomeou sem critérios técnicos, procurou beneficiar 'amigos' da campanha, partidos aliados ou que lhes tenha oferecido uma sigla e tantas outras formas de empregar o dinheiro público e o cargo a seu favor. Sendo assim, para que não digam que nos omitimos, nesta ou qualquer outra questão, tampouco, nos acovardamos por nunca escolher, errar, sequer ter algo para se arrepender - usando um dos pensamentos de Fabrício Carpinejar - continuamos a apoiar, o fim da corrupção, sempre (simples, assim!) e uma reforma política onde se inclua a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tratando do fim da reeleição, com os devidos destaques e emendas para ajustar o tempo de mandato, aumentando o mandato para cargos majoritários e, no caso dos senadores, reduzindo para cinco anos, bem como a unificação dos processos eleitorais determinando eleições gerais a partir de 2022. O que, ao nosso ver, poderia ajudar a moralizar um processo, dito democrático, no qual os mais prejudicados fazem parte de uma maioria manipulada, hoje, de dois em dois anos, por uma minoria de poderosos preocupados em se dar bem. Sempre!

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Covardia é acumular as opções: nunca escolher, nunca errar, sequer ter algo para se arrepender". (Fabrício Carpinejar)

sábado, 12 de novembro de 2016

DETRAN OLÍMPICO

Se houvesse uma olimpíada dos piores serviços públicos, prestados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, o Detran, certamente, ganharia várias medalhas de prata. Só ficaria atrás da Saúde, da Educação, dos Transportes e da Segurança, estes detentores de todas as de ouro. Pelo menos por enquanto. Para se ter ideia da morosidade do sistema, da indiferença de muitos atendentes (parecendo estar em curso a velha operação tartaruga) e de uma injustificável burocracia que nos faz, por exemplo, ficar numa fila gigantesca, novamente, para mostrar que cumpriu uma simples exigência de lâmpada queimada - como aconteceu comigo -  e, depois, em outra, para verificar a documentação, de novo, basta se dirigir a um de seus postos para constatar o quanto é difícil e penoso fazer com que seu veículo 'ande na linha'. Não foi à toa que presenciei, dia destes, um cliente/contribuinte/usuário/motorista (ou freguês?) no posto do Fonseca, em Niterói, quase surtar. Depois de muito tempo de espera (segundo suas próprias palavras), com a senha na mão, ele, muito irritado, retirou o celular do bolso, começou a gravar cenas dos vários guichês cheios, sem ninguém para atender as dezenas de pessoas que esperavam ser chamadas e, quase aos berros, dizia que 'éramos todos palhaços e que as colocaria no You Tube para que todos vissem aquela situação imposta por um departamento' - como todos os outros públicos - 'pagos e mantidos com nosso dinheiro'.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A FATURA CHEGOU

Sabe a Olimpíada do Rio que fez o mundo todo ficar de queixo caído? As cerimônias de abertura e de encerramento, todas quase irrepreensíveis, que levaram milhões de brasileiros às lágrimas, todos se lembram, né? As maravilhas propaladas por Sérgio Cabral (onde está Wally?) Dilma, Lula e um tímido Pezão - cuja doença deve ter avançado por causa das companhias erradas e da enrascada em que se enfiou -, o clima de entusiasmo e otimismo por parte do PT e do PMDB que diziam ser os jogos "a oportunidade de mostrar um Brasil que deu certo",  além das promessas de grandes transformações na Cidade Maravilhosa feitas pelo prefeito Eduardo Paes- hors concours de FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País (no caso dele, muitas febeapas), estas ninguém se esqueceu, não é mesmo? Então...Sem querer ser desmancha-prazeres, tampouco, vítima do complexo de Vira-Latas, o que se tem, hoje, passados sete anos da escolha do Rio como sede dos jogos olímpicos (deixando a Copa do Mundo de lado, em 'homenagem' aos 7 x 1), é um Estado, literalmente, quebrado, pelo comprometimento da infraestrutura, leia-se, Educação, Saúde, Transportes, Segurança e, agora, o arrocho sobre os servidores (há em curso um pacote de maldades que inclui o corte de 30% nos salários de ativos e inativos), bem como uma prefeitura que só será revelada a Marcelo Crivella em janeiro. Não por Jesus Cristo - que, aliás, fez e faz tudo para que o Rio brilhasse e brilhe, ficando cada vez mais lindo - mas pelos órgãos fiscalizadores, como Ministério Público, Tribunal de Contas e a Câmara, por exemplo, a quem cabe(ria) apontar as muitas falhas e excessos cometidos. Como se vê, a conta dos supostos US$12 bilhões queimados para manter acesa a chama olímpica e fazer a festa de políticos e empresários corruptos, começou a chegar. E com força! O dinheiro gasto em sua realização, incluindo a tradicional e vergonhosa roubalheira, as dispensas de licitação, apoiada pela maioria de um Congresso Nacional encima de qualquer suspeita, uma Assembleia e uma Câmara fadados a permitir a farra com o dinheiro público, a ajuda aos 'amigos dos reis' e o desânimo, muito comum após a euforia, surgem, agora, para mostrar que os chamados pessimistas de plantão estavam certos em pedir, até, a interrupção, principalmente, da olimpíada pois o que já sabiam não estar bom pioraria ainda mais reforçando a tese do nada é tão ruim que não possa piorar. Novamente, a fatura atinge, com força descomunal e injusta, como sempre, quem não pode pagar mais nada pois, além de perder os aneis há muito, corre o risco de ficar, também, sem os dedos. E sem o salário.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O CRIME COMPENSA

Paulo Bernardo, o ex-ministro de Lula, marido da Gleise Hoffmann, ex-ministra da Dilma, ambos poderosíssimos do PT, são, além de fortes suspeitos de terem cometido graves irregularidades contra a Nação, crimes, mesmo, de Lesa Pátria (aqueles que roubam dinheiro dos aposentados, da Educação, da Saúde, da Segurança, dos Transportes, enfim, de todos nós), devem estar rindo, muito, de nossa cara e provando a, pelo menos, meio mundo que o crime compensa. Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, devemos perseverar e acreditar no pouco que ainda resta de uma Justiça cega, surda e muda, como a de Moro, Delayol e outros que devem ter pena de tanta roubalheira praticada contra milhões de brasileiros e brasileiras. E continuar, firmes, na tese de que o crime não compensa.

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Nada jamais continua. Tudo vai recomeçar!"
(Mário Quintana)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

GUERREIRAS

Muito se fala da saga, do preconceito e das barreiras impostas às mulheres, também, quando o assunto se refere à participação no processo eleitoral. Neste particular, do pouco interesse delas e, principalmente, dos resultados obtidos. Para se ter uma ideia, do total de 57 cidades que tiveram segundo turno, as mulheres participaram do pleito em apenas seis sendo que, apenas uma, saiu vitoriosa. No fim do primeiro turno, pode-se constatar as dificuldades pois, de um total de mais de 5.500 mil cidades, apenas 637 mulheres se elegeram prefeitas. É, de fato, muito pouco. Mas existem exemplos de perseverança, obstinação e capacidade de muitas para atingir um objetivo. Como fez a prefeita eleita de Quissamã, Fátima Pacheco, que durante muitos anos se preparou para quando a população optasse por seu nome, conferindo-lhe o direito - e o dever - de fazer uma administração voltada para todos. A ela e às outras 636 'guerreiras', nossos votos de sucesso para quando janeiro chegar.

 

DERROTA EM CASA

Em se tratando de Partido dos Trabalhadores, nada mais surpreende. Nem o Brasil, nem o mundo. Depois do festival de escândalos, irregularidades e desvios praticados por 'companheiros', bem como as intermináveis prisões e, depoimentos à Lava Jato e as delações para tentar se safarem, seus principais líderes, Lula e Dilma, acabam de dar mais uma prova de que fogem dos brasileiros como o diabo da cruz, pela vergonha e pelo projeto criminoso que instalaram no país. E para não serem vaiados, claro. No segundo turno, Lula, de 71 anos e Dilma, por estar fora do domicílio eleitoral, não deram as caras. Além da vergonha e do envolvimento com toda corrupção, ainda amargaram a derrota de muitos aliados em várias urnas Brasil afora, viram o crescimento do PSDB e, no caso específico de Lula ( também conhecido pelas alcunhas de Cara, Brahma, Barba, Molusco, Pai do mensalão, Ali Babá, Amigo e tantas outras), elle não reelegeu nem seu filho, Marcos, a vereador em São Bernardo dos Campos, um dos berços da petralhada.

O PERIGO MORA AO LADO

Nos próximos dias, os vereadores do município do Rio vão tentar aprovar em regime de urgência o PL 1442/15 para receberem uma mesada vitalícia de R$ 15.187 ao se aposentar. Pela proposta, (apoiada por muitos parlamentares), servidores municipais que tenham tido três mandatos consecutivos ou quatro intercalados de vereador, se aposentarão acumulando para o resto da vida dois salários: o de servidor e o de secretário municipal, mesmo não tendo ocupado o cargo. Tudo isso pago, como acontece sempre, com o rico dinheirinho do contribuinte. Num momento em que o país atravessa uma crise sem precedentes, todo e qualquer mau exemplo como este tem de ser combatido.

PLURIPARTIDARISMO DEMAIS

Tudo bem que todos têm direito a ocupar um lugar ao sol. Mas, puxa que o partiu, 35 partidos no país, a grande maioria para servir aos interesses de verba do fundo partidário e espaço gratuito para propaganda eleitoral no rádio e na TV, é muito mais que demais. Entretanto, como Deus é brasileiro, se compadece de nós e nem tudo está perdido, ainda, quando trata-se da política nacional e suas reforminhas, tramita no Senado uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pode dar fim a 26 dos partidos existentes no país, ou 75% das legendas registradas na Justiça Eleitoral. Em miúdos, impõe a chamada cláusula de barreira, que pode determinar o fim do partido que não obtiver, pelo menos, 2% dos votos válidos em todo território nacional, além do mesmo percentual em ao menos 14 estados do país. A PEC não determina a extinção da legenda que não atingir o requisito, nem impede que seus candidatos sejam lançados. Porém, sem verba do fundo partidário e sem exposição, ela torna sua sobrevivência inviável.

REELEIÇÃO EM JOGO

Apesar de toda pecha imputada à classe política,e de toda crise enfrentada na maioria das administrações, 1.385 prefeitos - de um total de 2.945 - que tentaram a reeleição, alcançaram seu objetivo. Ou seja, um índice de 47% continuará ocupando a cadeira de chefe do Executivo municipal. Quinze dos 20 prefeitos que tentaram se reeleger nas capitais obtiveram sucesso. Os cinco que não se reelegeram foram derrotados ainda no primeiro turno. Nas eleições municipais deste ano, o índice de abstenções, votos brancos e nulos bateu recorde. Nas grandes cidades, alguns candidatos que adotaram um discurso de que não eram políticos foram bem sucedidos, tendo sido esta uma das grandes estrategias adotadas pelos chamados 'neófitos', os chamados marinheiros de primeira viagem pelo menos neste cargo.

FARRA DAS PASSAGENS

Não é só a vingança que vem a cavalo. Boa parte das decisões judiciais, principalmente, envolvendo políticos, também. Depois de alguns 'bons' anos, a Procuradoria da República acaba de denunciar 443 ex-deputados (muitos ainda são) por uso indevido de dinheiro público. O crime atribuído a eles é de peculato, cuja pena varia de dois a 12 anos de prisão em caso de condenação e faz parte das investigações do caso conhecido como A Farra das Passagens, quando parlamentares utilizaram indevidamente a cota de passagens aéreas da Câmara e do Senado para fins particulares. Tem muita gente 'boa' envolvida (no sentido de expressão nacional), entre elas, o atual secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Michel Temer, Moreira Franco (PMDB), o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, os ex-deputados Antonio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presos em razão das investigações da Operação Lava Jato e mais 438 ex-deputados. Levando-se em consideração que aquela Casa tem 513,...


VOTO LIVRE

Os resultados das eleições municipais deste ano confirmaram que, além de não suportar mais a roubalheira dos políticos que ainda envergonham o Congresso - e que não são poucos - não dá pra continuarem com o paternalismo de obrigar os eleitores aptos a participar de um processo democrático igualmente paternalista em vários aspectos. De dois em dois anos, num domingo, pelo menos, uma vez no caso de turno único. Com todos os avanços alcançados, através das muitas informações oriundas das redes sociais e da mídia tradicional, nos últimos anos, não se justifica, hoje, forçar alguém sair de casa para votar ou justificar algo que não quer ou acredita. Nem sob a alegação de se precisar obter uma maioria em torno de nomes, mesmo porque as abstenções, os votos nulos e brancos têm sido a maioria em muitos lugares Brasil afora, o que, por si só, mostra o desejo por uma reforma política que inclua o voto facultativo. Assim, que as autoridades avancem, também, permitindo que as pessoas votem quando é como quiserem.

LIDERANÇA DE GALLO

Amizade é amizade. Política é política. Mas fica a pergunta: alguém que não seja bom sobrevive tanto tempo numa função pública, como o vereador Gallo que está indo para seu oitavo mandato? Alguém que não tenha qualidades suficientes que o credenciem - perante a população - a continuar fiscalizando e julgando os atos do prefeito, a aplicação do dinheiro público, acompanhar os gastos públicos, julgar quando necessário e legislar sobre cada matéria, coisas que, aliás, exigem conhecimento e muito jogo de cintura, dentro e fora do parlamento, pode ficar 32 anos ocupando um lugar espinhoso como a Câmara Municipal de uma cidade com quase 500  mil habitantes e tantos problemas? Apesar de algumas exceções por aí, nada e ninguém que não seja bom sobrevive por tanto tempo.