terça-feira, 22 de agosto de 2017

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Ao se confirmarem algumas pesquisas de intenção de voto e o que se ouve nas conversas entre pessoas em lugares públicos, ano que vem haverá segundo turno para escolha de presidente. Poderemos assistir uma grande e acirrada disputa entre um candidato prometendo fazer o brasileiro voltar a sonhar, principalmente, com uma economia estável, empregos,  poder de compra e a elevação da autoestima contra alguém que pretende mostrar quem manda, acabando com tanta insegurança e fazendo voltar os bons costumes, mesmo que de maneira radical. De um lado, Lula, representando a velha política, onde vale mentir, roubar e fazer tudo para conquistar o voto daqueles desassistidos que um dia acreditaram que tinham algo de bom nas mãos, estando até dispostos a perdoar os 13 anos do projeto criminoso de poder. Do outro, Bolsonaro, cujo radicalismo e as promessas de um país voltado para a moralidade e o cumprimento da ordem institucional, a qualquer preço, também deverá atrair milhões de eleitores para marchar com ele. Como se vê, 2018 poderá nos levar a ficar entre a cruz e a espada, isto é, a escolher se perdoamos a quem tanto errou ou nos submetemos à volta da força para impor limites, colocando, por exemplo, criminosos onde têm de estar e libertando as pessoas de bem. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Nada é tão ruim que não possa piorar. O sistema eleitoral brasileiro, por exemplo, já injusto, tende a ficar pior com algumas das reformas propostas pelo Congresso.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

POLITEIA ÀS AVESSAS

Ninguém mais duvida: o Brasil tem um dos Congressos mais inchados, corporativos, cheios de privilégios, incompatíveis com nossa realidade e corruptos do mundo. E algo tem de ser feito, urgentemente, para acabar com tal imoralidade (reformas politiqueiras e falsas mudanças nos códigos não valem), sob o risco de as futuras gerações acharem que aquilo, feito por aquela classe de desqualificados, é o modelo certo de se lidar com a coisa pública. São 513 deputados e 81 senadores (sem falar nos demais ditos representantes que costumam seguir o mesmo descaminho), todos, devidamente, cercados de um grande aparato, a produzir pouquíssimo, ou quase nada, para a população e muito, muitíssimo, geralmente, só, para si próprios. Sem falar dos vários processos na Justiça motivados por variados motivos. Vão da compra de votos (algo quase normal, dizem eles, na luta pela "conquista do eleitor") e enriquecimento ilícito, passando por agressões, estelionatos, até denúncias de assassinatos, corrupção ativa, passiva que só podem ser julgadas pelo Supremo porque deputados federais e senadores, bem como, ministros de Estado, presidente e vice-presidente, possuem "foro especial por prerrogativa de função", o chamado foro privilegiado, também conhecido como aberração, injustiça, anormalidade, etc. O quadro é uma vitrine do esfacelamento da classe política brasileira, mais evidente e transparente, agora, com as revelações da Operação Lava Jato, investigação sobre o amplo esquema de corrupção que perdurou no país por décadas, desde a redemocratização, envolvendo entes privados e o poder público e a vigília feita pelos veículos de comunicação, com a devida divulgação nas redes sociais, ambas contribuindo para que se exija uma mudança radical na forma de conduzirem os destinos da população. E um dos caminhos, até que aconteça uma verdadeira reforma - no sentido de renovação, mudança, até regeneração-, é o eleitor continuar se manifestando através do aumento crescente de abstenções, votos nulos e brancos, não aconselhável se vivêssemos numa democracia ampla e gozando de plenos direitos, ou escolhendo melhor quem possa representá-los de verdade. Sem mentir, roubar, corromper, ser corrompido, se cumpliciar com quem destrói a educação, segurança, saúde, previdência e o sonho de ter um país mais justo.




domingo, 13 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

É só fechar as torneiras da corrupção que o dinheiro dá!

sábado, 12 de agosto de 2017

REFORMA POLITIQUEIRA

O Brasil tem um dos Congressos mais inchados e corruptos do mundo. São 513 deputados e 81 senadores a produzir muito pouco para a população e muito para si próprios. Sem falar que a maioria tem, pelo menos, um processo na Justiça motivado pelos mais variados motivos. Indo da compra de votos, passando por agressões à mulher, estelionato, até denúncias de assassinatos, de compra de votos, corrupção ativa, passiva e por aí vai. Sendo assim, corporativistas e capazes de qualquer negócio para se manter com algum mandato, fica a pergunta curta e grossa: essa gente vai aprovar algum tipo de reforma política que beneficie e moralize o País e possa prejudicar sua escalada aos incontáveis privilégios?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PANORAMA

PAGANDO O PATO
Depois de todas as bobagens feitas e dos crimes praticados pelos últimos governos, incluindo grandes assaltos aos cofres, gastança desenfreada e estelionatos eleitorais, o Brasil acumulou um rombo histórico. Quase impagável. Histórico porque, desde a colonização até a chegada da republiqueta, nunca se roubou tanto. E quase impagável porque, se não fosse o brasileiro tão passivo, pacífico e inocente, a dívida jamais seria paga com sangue, suor e através de alternativas que incluem novos impostos, confirmando que nós sempre pagamos o pato. E as contas, 'para não ficar com o nome sujo na praça'. Afinal, o brasileiro é tão 'bonzinho'.

HAJA IMPOSTO
Embora alguns neguem, temos uma das mais altas cargas tributárias do planeta. E desproporcionais, já que a relação custo-benefício, ou seja, o dever cívico de pagar impostos gerando serviços de igual qualidade, fica muito aquém do que a população precisa e muito além das expectativas dos corruptos brasileiros. Que me perdoem os afegãos, mas no Brasil quase se paga impostos suecos por serviços oferecidos naquele sofrido país. Pesquisa recente mostra que dentre os 30 países com a maior carga tributária, o Brasil é o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol da sociedade. Ainda assim, o governo federal estuda aumentar os impostos para reduzir o rombo das contas públicas. Se tudo der certo para Temer e seus comparsas, isto é, a maioria do Congresso continuar lhes dizendo amém e entregando cheques em branco, novos itens virão para aumentar a carga tributária brasileira. 

SINDIGATOS
Falo MAL dos sindicatos com certa frequência. Mas apenas dos MAUS, que são muitos, é bem verdade. Sempre que tenho oportunidade, procuro descrever, principalmente, a pouca contrapartida dada ao sindicalizado e a quase nenhuma visibilidade quando se trata de prestar contas sobre o dinheiro gasto, sendo esta a maior falha pois ninguém (com exceção de diretores e seus mais chegados) fiscaliza o montante que chega a ser milionário muitas vezes, já que existem categorias com milhares de trabalhadores, todos a contribuir com desconto de um dia de trabalho. Daí já sabe, né...muita grana faz aflorar a tentação do bicho homem cujo resultado são as festas, viagens, compras', status, chamego com a classe política e o famoso etc=roubalheira. 

SINDIGATOS 2
A propósito da gatunagem existente nos sindicatos (apenas naqueles onde a carapuça possa vestir) como vão ficar as mordomias e os demais desvios quando entrar em prática o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical aprovada na reforma trabalhista? Com a palavra, os interessados em disputar eleições, muitas já em curso por aí, que devem ter em mente estrategias e criatividade para 'exercer a filantrópica e heroica missão de lutar por sua categoria, sem nada receber' (apenas aqueles bem-intencionados e bem-aventurados onde a carapuça não entre) e com parcos recursos.

ELEIÇÕES 2018
Ano que vem, a se confirmar o calendário do TSE, teremos eleições para escolha de um novo presidente da República (o velho Temer deverá estar fora de qualquer maneira), acompanhado do respectivo vice - cargo tão pleiteado quanto - governador, dois senadores e deputados estadual e federal. Há menos de um ano para o início das campanhas e toda armação do picadeiro, muitos pré-candidatos começam a se alvoraçar, se alvoroçar, pendurar uma melancia no pescoço para aparecer e, quem sabe, tornar-se O NOME do partido.
Entre os mais 'saidinhos', já que no momento tudo são apenas especulações e nada é oficial, mesmo porque a Justiça impede a extemporaneidade (fora do prazo), vêm surgindo no túnel (não necessariamente iluminado) os nomes de Lula, Bolsonaro, Ciro, Dória/Alckmin/Aécio, Álvaro e Maia. Mais um deles vem chamando muita atenção: o do ministro da Fazenda, Meirelles, que, pelo espaço na mídia, parece ser mesmo um dos preferidos da cúpula do PMDB para entrar na 'festa' em 2018. Como cabeça de chapa ou vice, já que esta é uma das maiores especialidades do partido.

JÁ GANHOU
E por falar nas eleições quase gerais (prefeitos e vereadores só em 2020), um grupo pode se consagrar ano que vem podendo até vencê-las já no primeiro turno. Trata-se da soma de abstenções, brancos e nulos que vem batendo recordes sucessivos provocados, principalmente, pela ineficiência da classe política e, claro, pela ladroagem quase institucionalizada, principais motivos para que a população demonstre seu repúdio pelo processo carcomido e que de democrático tem muito pouco. Como aconteceu no último domingo, no estado do Amazonas, obrigado a realizar novo pleito após o afastamento do governador e o vice - só para variar, por compra de votos - onde mais de 40 % dos eleitores se recusaram a votar naquilo que lhes foi apresentado como opção para melhorar a vida de todos os cidadãos. Mesmo assim, também só pra variar, foram pro segundo turno dois políticos de peso e de muitos recursos financeiros. E ainda tem gente que acredita numa verdadeira reforma política.

URNAS EM XEQUE 
Utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica só foi submetida a testes públicos 13 anos depois, em 2009. Na ocasião, vários peritos em informática conseguiram violá-la utilizando modestos equipamentos, entre eles um
radinho AM/FM capaz de quebrar o sigilo dos votos ao detectar o som que as teclas da urna emitiam. O tempo foi passando, eleição após eleição, com o TSE procurando aprimorar o sistema para impedir qualquer tipo de fraude. Vinte e um anos depois, a pergunta que todos se fazem é: as urnas eletrônicas são invioláveis? Claro que não, diriam, por exemplo, experts que na semana passada estiveram reunidos em Las Vegas, nos EUA, durante a maior conferência 'hacker' do planeta, a Defcon, onde foram apresentadas várias novidades e também pode ser testada a segurança nas urnas eletrônicas utilizadas em processos eleitorais. A conclusão é que os ciberataques internacionais estão se tornando cada vez mais comuns e, neste cenário, qualquer sistema digital pode ser vítima de manipulação e as urnas não são exceção. 

NADANDO EM DINHEIRO
Muitos municípios fluminenses, que recebem royalties advindos da exploração de petróleo vindos das águas profundas, estão chorando de barriga cheia. Para afastar indesejáveis reivindicações e, até cidadãos que, possivelmente, não pertencem ao seu grupo político, os administradores usam a eterna cantilena da crise, que não têm dinheiro, que a arrecadação caiu, blá blá blá. Mas a verdade é que os repasse daquela compensação vem aumentando consideravelmente nos últimos meses. É o caso de Niterói e Maricá cuja receita de royalties e participações especiais disparou. Para se ter ideia da grana 'federal', em maio, Maricá recebeu 49%, Niterói 43% e a cidade do Rio, 8% dos royalties vindos do Campo de Lula, na Bacia de Santos, o que representa muitos milhões de reais entrando nos cofres municipais para fazer a festa da classe politiqueira, digo, do povo que quer ver tais recursos sendo utilizados em prol da qualidade de vida de todos Já que Niterói e Maricá vêm se refestelando com a dinheirama vinda do 'ouro negro' (os dois estão no topo dos que mais recebem recursos do petróleo e ultrapassaram Campos e Macaé), que tal aproveitá-la para melhorar, por exemplo, serviços de segurança, limpeza, pavimentação de ruas e estradas, abastecimento de água, recuperação e proteção ao meio ambiente e saneamento básico, uma vez que estes serviços não vêm sendo executados a contento? Pelo visto, falta de verbas não é para se ver ruas tão esburacadas, tanta gente convivendo com esgoto a céu aberto, tantos assaltos e problemas que poderiam ser resolvidos, com certa facilidade, durante os quatro anos em que os gestores têm a caneta na mão. E o dinheiro na conta. 

SE SAFA(N)DO
Não é que o presidente Temer se safou da primeira denúncia de corrupção com alguma facilidade. Mas isto já era esperado, uma vez que todos conhecemos as qualidades, os méritos e a independência dos representantes do Congresso Nacional (pelo menos a maioria como se vê), colocados a prova, o tempo todo, toda vez que o País precisa deles. E, como sempre acontece, as consequências virão com muito mais força, o que representa mais rombo nas contas públicas e o consequente aumento de impostos. Basta ver os balões de ensaio lançados pelo governo nos últimos dias, entre eles a possibilidade de aumentar a alíquota de imposto de renda - imediatamente negada - que não deixa dúvidas de que há, sim, um pacote de maldades a caminho.

VELHOS DISCURSOS

Apesar de a Justiça considerar extemporânea a propaganda e as campanhas eleitorais fora do prazo legal, os chamados pré-candidatos já estão 'com os pés na estrada' (nos jatinhos, nos palácios, no Congresso, nas prefeituras, nas câmaras ou qualquer outros espaços que sugiram apoios e negociatas também). E com todas as vênias e melancias penduradas no pescoço, ocupando, sempre que podem, a mídia, as redes sociais, todos os demais espaços disponibilizados com ou sem o consentimento da lei. É o caso de Lula da Silva Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória( en dónde estás, Aécio Neves?), Rodrigo Maia e outros mais discretos à procura de um lugar no cada vez mais seleto mundo partidário (que ninguém se esqueça das reformas políticas que incluem a lista fechada) e à caça de futuros cabos eleitorais que os ajudem a chegar lá, num segundo turno ou a qualquer outro lugar que renda bons frutos. Muitos consideram as pré-candidaturas precipitadas, uma vez que vive-se um período de muitas indefinições e estamos há quase um ano do início das campanhas, podendo ser muito cedo para se começar a gastar munição. Só que vivemos num País de eleições de dois em dois anos, cuja política se faz já no dia seguinte ao anúncio dos resultados e há uma forte rejeição pela classe política motivada pela onda de corrupção o que pode estar provocando tantos nomes sendo lançados tão cedo no grande balão de ensaio dos principais partidos políticos para ver o que decola ou não. No caso, se seus candidatos colam e conseguem alcançar lugar de destaque num cenário onde tem sido cada vez maior o número de manifestações de repúdio com destaque para as abstenções e os votos brancos e nulos. Mesmo assim, parecendo pouco se importar com o que prevê a legislação eleitoral ao proibir, por exemplo, vídeos que façam menção expressa a eventuais candidaturas, por causar desequilíbrio na campanha e ferir a igualdade de oportunidade dos candidatos, Lula e Bolsonaro estão entre os mais 'saidinhos' uma vez que tem se tornado comum ver os dois serem postados como pule de dez em 2018 e os "melhores nomes para acabar com a corrupção e com o desperdício, derrubar as taxas de juros, aumentar os empregos, melhorar os serviços públicos, diminuir a carga tributária, elevar o moral do povo", enfim, "realizar o sonho de todos os brasileiros, de norte a sul, que não aguentam tanto sofrimento". Pelo menos nos discursos e nas promessas que ambos sabem serem impossíveis de alcançar pois o Brasil, a depender da política e da corrupção praticadas pela maioria, está bem longe de se assemelhar a um admirável mundo novo.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Escolas não são igrejas nem templos. Mas nunca deveriam deixar de ser considerados lugares sagrados.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DE CARNE E OSSO

Vivemos num mundo 'moderninho pra caramba', principalmente, em termos de comunicação. Mas não há como negar a importância das novas tecnologias. Em uma sociedade globalizada, em que tudo exige rapidez e deve ser feito em uma velocidade em que o agora se torna passado - e ultrapassado - em segundos, a internet tem o papel de suprir a distância, otimizar o tempo e diminuir as barreiras socioeconômicas, possibilitando uma maior democratização ao acesso à informação. E tudo isto é muito bom, haja vista os vários benefícios trazidos quando emissores e receptores se compreendem, por exemplo, através das mensagens trocadas via redes sociais (e-mails, face, whatsapp,orkut, twitter, msn), nos smartphones e nos velhos telefones, estes quase em desuso nos dias de hoje. Tudo numa velocidade imaginável em cabeças como a de Júlio Verne com seus mundos inimagináveis. Só que, em muitos aspectos, o modelo tradicional vem se perdendo e fazendo a cada dia mais e mais vítimas no que se refere à boa relação entre os indivíduos. Aquela do olho no olho, do cara a cara (se bem que os skypes vêm tentando aproximá-los à sua maneira), aquela que diz respeito aos amigos, à velha relação entre pais e filhos, à família e até à educação, tanto aquela do trato entre os seres, quanto a praticada dentro das escolas. E é neste ambiente, que deveria ser de  aprendizado, bem como do contato direto, vêm surgindo as maiores vítimas pois de um lado temos a escola a cobrar integração e responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa - se é que ainda existem -, do outro, (ir) responsáveis exigindo aprovação, independente da performance e do número de faltas durante o ano letivo e usuários (alunos) de um sistema que os torna dependentes e cada vez mais frios em se tratando de relações interpessoais. O resultado tem sido notas baixas, insubordinações, agressões e indiferença dos alunos, professores insatisfeitos e a confirmação de que vive-se quase um 'autismo eletrônico' tamanha a relação, a dependência entre o homem e a máquina e as dificuldades em entender as regras de convívio social, a comunicação não verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Assim, aquilo que poderia ser de grande valia (guardando-se as devidas proporções, nenhuma invenção poderia ser melhor que a internet), vem criando um mundo paralelo onde as chamadas redes sociais nem de longe pode-se chamar de existência. Quando aparatos tecnológicos tornam-se intermediários da vida real, trazendo inúmeras dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande fazendo com que o desenvolvimento do cérebro mantenha-se cada vez mais insuficiente para exercer as funções necessárias para a interação social. Aí, aquilo que poderia agregar, tem provocado um afastamento maior e mandado a vida para um outro lugar. Aí, tudo fica sem 'pegada'.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

- O presidente Temer vai mandar milhões de reais para socorrer as escolas do Rio.
- Oba! Tem gente preocupada com a Educação.

PANORAMA

INTENÇÃO DE VOTO

Em post anterior, mencionamos, especificamente, as últimas pesquisas Datafolha para as eleições presidenciais que ocorrem nos dias 02/10 e 30/10 (primeiro e segundo turnos) do ano que vem. E citamos, apenas, os três primeiros colocados, o que deixou alguns um pouco contrariados uma vez que não veem Lula, Bolsonaro e Marina como seus pré-candidatos. Como nos esforçamos para ser os mais justos possível, informamos que no cenário em que os candidatos tucanos são o governador Geraldo Alckimin ou o prefeito João Dória, de São Paulo, o PSDB fica em quarto lugar com 8%. Receberam votos, ainda, Ciro Gomes (5%); Luciana Genro (PSol), Alvaro Dias/Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM) todos com 2% das intenções. Na mesma pesquisa, numa simulação com outros cenários, também aparecem o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro, Joaquim Barbosa e o ex-prefeito, Fernando Haddad.

REJEIÇÃO

Já que a justiça é o nosso foco e informar com precisão o nosso dever, devemos fazer outras revelações importantes como, por exemplo, mostrar o aspecto rejeição (aquele em quem não se vota nem amarrado), no primeiro turno, apontado nas pesquisas: Lula, com 46%; Alckimin, 34%; Bolsonaro, 30%; Haddad, 28%; Ciro, 26%; Marina, 25%; Luciana Genro, 24%; Caiado, 23%; Moro, 22%; Eduardo Jorge, 21%; Joaquim Barbosa, 16%. Lembrando que o instituto ouviu 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de junho, estes números são uma amostragem e, principalmente, faltam 14 meses para o dia D quando cerca de 145 milhões de eleitores (53 % mulheres e 47% homens) estarão aptos a participar do processo, votando para presidente, governador, senador (2) e deputados (estadual e federal).

CITY TOUR

Sabe aqueles ônibus que se a gente utiliza no exterior para conhecer as cidades? Geralmente, vermelhos que param em alguns pontos específicos para descer/subir passageiros, permanecendo por lá alguns minutos? Pois é, em Niterói tem uma linha destas, na mesma cor, só que, ao invés de turistas com tempo sobrando, recebem passageiros, em horários de rush, muitas vezes cansados e doidos para chegar em casa, obrigados a ficar esperando os fiscais os liberarem, as lanchas derramarem gente, coisas do tipo. Pior, isto acontece, muitas vezes, em pontos bem próximos uns dos outros, como em frente ao Baymarket e às Barcas.Um doce para quem adivinhar que viação é esta!

PDV

O governo desesperado de Michel Temer - aquele que luta para continuar de pé até o fim do ano que vem - e do cara de paisagem, Henrique Meirelles (sem falar da legião de investigados pela Justiça ao seu lado), após mais uma das muitas covardias, no caso o quase 'libera geral' dos preços com o aumento dos combustíveis, acaba de divulgar outra. Trata-se do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que o governo vai continuar incentivando com o propósito de reduzir gastos no serviço público. Algo em torno de R$1 bi por ano a partir de 2018. Num momento de crise como este, qualquer esforço no sentido de diminuir o grande rombo existente seria válido. Isto se o governo não fosse tão perdulário, não distribuísse tantas emendas para comprar parlamentares (segundo a ONG Contas Abertas só em junho foram liberados R$134 milhões para deputados que votaram a favor de Temer na CCJ, podendo chegar a R$1,75 bi), não contratasse tantos apadrinhados no lugar dos que devem aderir ao programa (uma prática comum em todas as esferas), enfim, não alimentasse tanto a corrupção como faz para ganhar sobrevida. 
Em tempo: É necessário que o trabalhador faça uma análise criteriosa das vantagens e desvantagens do programa oferecido para evitar futuros prejuízos.


JUSTIÇA

Além de reza, no caso do Brasil, muita e muita reza dirigida a todas as matrizes religiosas, nos resta (boa) parte da Justiça para diminuir as muitas desigualdades que vêm sendo cometidas pelos governos e nela nunca devemos deixar de depositar as esperanças. A atuação do juiz Sérgio Moro e tantos outros que procuram seguir seus passos no caminho de amenizar o sofrimento de um povo que, em sua maioria, procura viver dignamente, tem se refletido em várias instâncias. De norte a sul do País. Neste diapasão, o juiz de Brasília, Renato Borelli, determinou que suspendessem o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis - aquele que permitiu um reajuste de R$0,40 no litro - uma vez que em sua ótica o governo não respeitou a noventena (espera de 90 dias para subir impostos), nem editou um projeto de lei considerado ser o instrumento adequado. Sabemos que o peso da máquina é muito grande e a liminar foi revertida. No entanto, a atitude do juiz serviu para mostrar que o Estado deve respeitar e ficar atento aos preceitos relacionados aos Direitos Fundamentais inseridos no texto constitucional. Em outras palavras, os contribuintes precisam ser mais respeitados quando são chamados a pagar a conta.

DUPLA INFERNAL

No quadro agonizante que vive o atual governo, onde os índices são cada vez mais baixos (já se aproximam do negativo após o aumento dos combustíveis), temos de reconhecer que Temer-Meirelles vêm se destacando no cenário internacional como a Dupla Infernal. O desemprego não diminui, de fato; a economia continua fria; quase ninguém considera as reformas como sérias; a relação entre a Receita e os contribuintes é conflituosa; o contribuinte é maltratado justamente quando pretende cumprir suas obrigações; se economiza uns tostões e joga-se muito dinheiro pelo ralo, até na burra dos congressistas; existe inflação, basta andar por aí; os escândalos de corrupção não param de surgir; a credibilidade está por um fio, etc. Então podemos dizer que o Brasil vive um de seus maiores infernos. Mas o que esperar de um presidente de um PMDB acostumado a derrubar a tudo e a todos para alcançar o poder e de um ministro da Fazenda que foi presidente dos grupos J&F e JBS, dos irmãos Batista, investigados pela Lava Jato?

GASOLINA BATIZADA

Logo assim que surgiram os primeiros rumores sobre aumento dos combustíveis, a rapaziada de Niterói, que não é boba nem nada, também começou a correr até postos mais atraentes para fazer uma das únicas coisas que pode quando uma nova crise se avizinha: arranjar grana, encher o tanque - ou quase - e sair dali feliz por ter economizado algum. Só que muitos, certamente, nem se lembraram das inspeções feitas pela ANP que, de janeiro a julho, realizou 117 ações de fiscalização gerando 14 autuações, sendo sete por falta de qualidade e três interdições, o que deveria tê-los obrigado a recorrer a estabelecimentos, digamos, mais confiáveis (se bem que a bandeira hoje seja sinal de confiabilidade). Coincidência ou não, do corre-corre desmedido, mais uma vez causado por governos ilegítimos, é que tem sido frequente motoristas chegarem às oficinas com problemas no motor, defeitos nos cabeçotes, válvulas de ignição e nos sensores que indicam problemas na injeção do veículo. Um novo prejuízo somado aos muitos provocados pelos governos e seus corruptos representantes cujo slogan tem sido 'meu pirão primeiro' e 'dane-se o carro, só ando em oficial...'

VAI TRABALHAR

O governo trapalhão - e mais enrolado da história da república (caixa alta só quando proclamada de verdade) - de Temer e seus muitos asseclas (lembrem-se de que no dia dois são necessários 342 votos para se aprovar a acusação contra o presidente), para não dizer que nunca fez nada pelo trabalhador honesto deste País, está prestes a acabar com a contribuição sindical. Aquela que desconta, em tese, um dia de trabalho, é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para os que não são associados às entidades de classe (é preciso se auditar conselhos também). O País tem 17.082 sindicatos (a Argentina, que não é nenhuma Brastemp, tem 100) e há uma montanha de R$3,6 bilhões destinados aos sindicatos sem fiscalização do TCU. Entre as muitas aberrações, quando o assunto é o aumento da pelegada e seus muitos benefícios, existe um da indústria naval no Amapá e lá nem mar tem. Existe até um sindicato dos representantes sindicais. Verdadeiros pixulecos, protegidos desde sempre por petistas e por parasitas, um acinte à capacidade que ainda temos de reagir a absurdos como estes. Dirigente sindical deveria ser cargo de desprendimento pessoal e o custeio do dirigente ficar por conta do sindicato e da contribuição livre de associados que recebessem algum tipo de contrapartida.

SEM PENA

O Brasil não aguenta mais e pede penas mais severas e até de morte, já! Para crimes hediondos, para quem mata por motivo fútil, estupra e rouba, principalmente, dinheiro público e isto ficaria muito claro num plebiscito ou referendo. Mas não é só para estes casos, não. Tornada legal, oficialmente, estas penas bem que poderia incluir políticos que também demonstram ódio pela vida, por direitos adquiridos como tem feito, pasmem, o ministro da "saúde",  deputado Ricardo Barros, que desde o ano passado insiste numa repactuação dos pagamentos das aposentadorias e uma ampla revisão dos direitos constitucionais pois "o Estado não tem capacidade de cumprir com tantos compromissos". O deputado, que não foi honesto ao prestar juramento como parlamentar, tampouco como médico, poderia ser o primeiro a receber um exemplar castigo de, quem sabe, em praça pública (de preferência na dos Três Poderes) ser apedrejado até não poder mais fazer o que vem fazendo e falar o que lhe vem à cabeça não se importando com a dor alheia, aliás, de milhões de brasileiros e brasileiras com os quais o ministro-deputado deixa claro não se importar, desejando-lhes, talvez a própria morte. Ele e a maioria dos companheiros corruptos do governo que vêm exagerando no sentido de ficar contra o País poderiam ser amarrados, caso coubessem, na mesma praça e receberem tal castigo sendo retirados antes para apodrecerem nas prisões. Assim, nem ele nem os poucos políticos que ainda restassem, nunca mais teriam coragem para mentir, humilhar, matar, roubar e falar tantos impropérios. Nem cometer outras tantas maldades.

SIM E NÃO A LULA

Embora algumas pesquisas de opinião apontem para uma provável vitória do ex-presidente Lula, nas eleições do ano que vem - e num segundo turno, contra Bolsonaro, Marina, Alckmin (ou será Dória Trump?) Ciro, Moro, Joaquim Barbosa, Álvaro Dias (ou Eduardo Jorge?) ou contra o número de indecisos ou de votos brancos nulos ou abstenções como se prevê baseados nos últimos resultados - a verdade verdadeira, não aquela do pretenso e corrupto candidato corrupto, menos ainda da galera do esperneio leviano do Congresso Nacional, é que o mentiroso, dono do tríplex, de um fortuna até o momento incalculável (e "pegável'" pela Justiça) tem poucas chances de passar pelo crivo isento e não corporativista do Ficha Limpa e chegar lá. Por mais que gritem Gleise, Lindbergh, Vanessa e Bezerra, aliás, bom cabrito não berra, "o cara", capaz até de jogar a culpa na falecida se preciso for, muito dificilmente será candidato ou, vencedor, empossado por um TSE que, para desgraça de uma maioria que, como nós, não concorda com alguns de seus métodos de trabalho e de interpretação, ainda terá Gilmar Mendes à frente (o impoluto fica até fevereiro de 2018). Mas poderá não ser a Justiça, em sua plenitude e prerrogativa, a determinar, simplesmente, sua derrota e posterior impossibilidade de voltar a ocupar o cargo mais importante do País, e sim uma voz uníssona das ruas, a pressão das redes sociais e, quem sabe, das redações de jornais ainda livres, alguns nem TANTO, a dizer que lugar de ladrão é na cadeia, claro, depois de ter direitos políticos cassados e o dinheiro roubado, se for o caso (e acreditamos que tenham sido muitos milhões de reais). Mesmo, sem ajudinhas externas de gente com rabo preso. Especulação, madame Kissalah, búzios, cartomancia, previsões astrológicas, torcida por este ou aquele partido, ciência política daquelas encomendadas, experts parlapatões? Nada disso! O fato é que o Partido dos Trabalhadores (PT) tá mais sujo que pau de galinheiro e Lula, podemos dizer, é o próprio galinheiro onde a sujeira deixada por eles só pode ser limpa - e retirada debaixo dos muitos tapetes - a partir de 2018 por eleitores que queiram um País mais justo e para todos. De verdade.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

SEM NADA A TEMER

Acho que na história da política mundial, nunca se viu um presidente tão impopular. É o que revela pesquisa feita pela Ipsos Public Affairs, que acaba de sair do forno. O índice de reprovação dos brasileiros ao presidente Michel Temer atingiu o número recorde de 94%. A rejeição é de um ponto porcentual a mais que na pesquisa realizada um mês antes. Segundo o estudo publicado esta semana, Temer consegue ser mais impopular que o deputado cassado e preso Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (93%); do que o senador do PSDB-MG Aécio Neves (90%); do que o senador do PMDB-AL Renan Calheiros e do que a ex-presidente Dilma Roussef (empatados com 80%). Na lanterninha dos impopulares vem o senador do PSDB-SP José Serra (75%). O levantamento foi feito na primeira quinzena de julho – com 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros – e ocorreu antes do pra lá de impopular aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis. “Identificamos que os efeitos da crise política e da delação premiada de Joesley Batista ainda se mantêm. Esse quadro tende a permanecer nos próximos meses com a pauta do aumento de impostos e do que pode vir por aí”. Num país sério, é, parafraseando Raul Gil, pegar o banquinho e sair de fininho. Resta saber se 'a cúpula' vai deixar.

PANORAMA

INTENÇÃO DE VOTO

Outro dia, falamos, especificamente, das últimas pesquisas Datafolha para as eleições  presidenciais que ocorrem nos dias 02/10 e 30/10 (primeiro e segundo turnos) do ano que vem. E citamos, apenas, os três primeiros colocados, o que deixou alguns um pouco contrariados uma vez que não veem Lula, Bolsonaro e Marina como seus pré-candidatos. Como nos esforçamos para ser os mais justos possível, informamos que no cenário em que os candidatos tucanos são o governador Geraldo Alckimin ou o prefeito João Dória, de São Paulo, o PSDB fica em quarto lugar com 8%. Receberam votos, ainda, Ciro Gomes (5%); Luciana Genro (PSol), Alvaro Dias/Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM) todos com 2% das intenções. Na mesma pesquisa, numa simulação com outros cenários, também aparecem o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro, Joaquim Barbosa e o ex-prefeito, Fernando Haddad.

REJEIÇÃO

Já que a justiça é o nosso foco e informar com precisão o nosso dever, devemos fazer outras revelações importantes como, por exemplo, mostrar o aspecto rejeição (aquele em quem não se vota nem amarrado), no primeiro turno, apontado nas pesquisas: Lula, com 46%; Alckimin, 34%; Bolsonaro, 30%; Haddad, 28%; Ciro, 26%; Marina, 25%; Luciana Genro, 24%; Caiado, 23%; Moro, 22%; Eduardo Jorge, 21%; Joaquim Barbosa, 16%. Lembrando que o instituto ouviu 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de junho, estes números são uma amostragem e, principalmente, faltam 14 meses para o dia D quando cerca de 145 milhões de eleitores (53 % mulheres e 47% homens) estarão aptos a participar do processo, votando para presidente, governador, senador (2) e deputados (estadual e federal).

CITY TOUR

Sabe aqueles ônibus que se a gente utiliza no exterior para conhecer as cidades? Geralmente, vermelhos que param em alguns pontos específicos para descer/subir passageiros, permanecendo por lá alguns minutos? Pois é, em Niterói tem uma linha destas, na mesma cor, só que, ao invés de turistas com tempo sobrando, recebem passageiros, em horários de rush, muitas vezes cansados e doidos para chegar em casa, obrigados a ficar esperando os fiscais os liberarem, as lanchas derramarem gente, coisas do tipo. Pior, isto acontece, muitas vezes, em pontos bem próximos uns dos outros, como em frente ao Baymarket e às Barcas.Um doce para quem adivinhar que viação é esta!

PDV

O governo desesperado de Michel Temer - aquele que luta para continuar de pé até o fim do ano que vem - e do cara de paisagem, Henrique Meirelles (sem falar da legião de investigados pela Justiça ao seu lado), após mais uma das muitas covardias, no caso o quase 'libera geral' dos preços com o aumento dos combustíveis, acaba de divulgar outra. Trata-se do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que o governo vai continuar incentivando com o propósito de reduzir gastos no serviço público. Algo em torno de R$1 bi por ano a partir de 2018. Num momento de crise como este, qualquer esforço no sentido de diminuir o grande rombo existente seria válido. Isto se o governo não fosse tão perdulário, não distribuísse tantas emendas para comprar parlamentares (segundo a ONG Contas Abertas só em junho foram liberados R$134 milhões para deputados que votaram a favor de Temer na CCJ, podendo chegar a R$1,75 bi), não contratasse tantos apadrinhados no lugar dos que devem aderir ao programa (uma prática comum em todas as esferas), enfim, não alimentasse tanto a corrupção como fazem para ganhar sobrevida. 
Em tempo: É necessário que o trabalhador faça uma análise criteriosa das vantagens e desvantagens do programa oferecido para evitar futuros prejuízos.


JUSTIÇA

Além de reza, no caso do Brasil, muita e muita reza dirigida a todas as matrizes religiosas, nos resta (boa) parte da Justiça para diminuir as muitas desigualdades que vêm sendo cometidas pelos governos e nela nunca devemos deixar de depositar as esperanças. A atuação do juiz Sérgio Moro e tantos outros que procuram seguir seus passos no caminho de amenizar o sofrimento de um povo que, em sua maioria, procura viver dignamente, tem se refletido em várias instâncias. De norte a sul do País. Neste diapasão, o juiz de Brasília, Renato Borelli, determinou que suspendessem o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis - aquele que permitiu um reajuste de R$0,40 no litro - uma vez que em sua ótica o governo não respeitou a noventena (espera de 90 dias para subir impostos), nem editou um projeto de lei considerado ser o instrumento adequado. Sabemos que o peso da máquina é muito grande e a liminar deve ser revertida. No entanto, a atitude do juiz serviu para mostrar que o Estado deve respeitar e ficar atento aos preceitos relacionados aos Direitos Fundamentais inseridos no texto constitucional. Em outras palavras, os contribuintes precisam ser mais respeitados quando são chamados a pagar a conta.

DUPLA INFERNAL

No quadro agonizante que vive o atual governo, onde os índices são cada vez mais baixos (já se aproximam do negativo após o aumento dos combustíveis), temos de reconhecer que Temer-Meirelles vêm se destacando no cenário internacional como a Dupla Infernal. O desemprego não diminui, de fato; a economia continua fria; quase ninguém considera as reformas como sérias; a relação entre a Receita e os contribuintes é conflituosa; o contribuinte é maltratado justamente quando pretende cumprir suas obrigações; se economiza uns tostões e joga-se muito dinheiro pelo ralo, até na burra dos congressistas; existe inflação, basta andar por aí; os escândalos de corrupção não param de surgir; a credibilidade está por um fio, etc. Então podemos dizer que o Brasil vive um de seus maiores infernos. Mas o que esperar de um presidente de um PMDB acostumado a derrubar a tudo e a todos para alcançar o poder e de um ministro da Fazenda que foi presidente dos grupos J&F e JBS, dos irmãos Batista, investigados pela Lava Jato?

GASOLINA BATIZADA

Logo assim que surgiram os primeiros rumores sobre aumento dos combustíveis, a rapaziada de Niterói, que não é boba nem nada, também começou a correr até postos mais atraentes para fazer uma das únicas coisas que pode quando uma nova crise se avizinha: arranjar grana, encher o tanque - ou quase - e sair dali feliz por ter economizado algum. Só que muitos, certamente, nem se lembraram das inspeções feitas pela ANP que, de janeiro a julho, realizou 117 ações de fiscalização gerando 14 autuações, sendo sete por falta de qualidade e três interdições, o que deveria tê-los obrigado a recorrer a estabelecimentos, digamos, mais confiáveis (se bem que a bandeira hoje seja sinal de confiabilidade). Coincidência ou não, do corre-corre desmedido, mais uma vez causado por governos ilegítimos, é que tem sido frequente motoristas chegarem às oficinas com problemas no motor, defeitos nos cabeçotes, válvulas de ignição e nos sensores que indicam problemas na injeção do veículo. Um novo prejuízo somado aos muitos provocados pelos governos e seus corruptos representantes cujo slogan tem sido 'meu pirão primeiro' e 'dane-se o carro, só ando em oficial...'

VAI TRABALHAR

O governo trapalhão - e mais enrolado da história da república (caixa alta só quando proclamada de verdade) - de Temer e seus muitos asseclas (lembrem-se de que no dia dois são necessários 342 votos para se aprovar a acusação contra o presidente), para não dizer que nunca fez nada pelo trabalhador honesto deste País, está prestes a acabar com a contribuição sindical. Aquela que desconta, em tese, um dia de trabalho, é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para os que não são associados às entidades de classe (é preciso se auditar conselhos também). O País tem 17.082 sindicatos (a Argentina, que não é nenhuma Brastemp, tem 100) e há uma montanha de R$3,6 bilhões destinados aos sindicatos sem fiscalização do TCU. Entre as muitas aberrações, quando o assunto é o aumento da pelegada e seus muitos benefícios, existe um da indústria naval no Amapá e lá nem mar tem. Existe até um sindicato dos representantes sindicais. Verdadeiros pixulecos, protegidos desde sempre por petistas e por parasitas, um acinte à capacidade que ainda temos de reagir a absurdos como estes. Dirigente sindical deveria ser cargo de desprendimento pessoal e o custeio do dirigente ficar por conta do sindicato e da contribuição livre de associados que recebessem algum tipo de contrapartida.